Audiência em março ouvirá testemunhas

Sandro Castellani, dono da loja de fogos que explodiu em Santo André

Ana Bizzotto, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2010 | 00h00

Um ano e dois meses após a explosão de sua loja de fogos de artifício, que destruiu um quarteirão inteiro, provocou duas mortes e 12 feridos em Santo André, no ABC paulista, o comerciante Sandro Luiz Castellani aguarda os desdobramentos do processo criminal que apura a sua responsabilidade na tragédia.

No dia 26 de outubro, algumas das vítimas foram ouvidas na primeira audiência. Ele foi denunciado pelo promotor Roberto Wider Filho, da 1.ª Vara Criminal de Santo André, pelos crimes de explosão, duplo homicídio e lesão corporal culposos. A Justiça analisa recurso proposto pelo promotor para incluir no processo a mulher de Castellani, Conceição Aparecida Fernandes. "Ela foi denunciada porque administrava o negócio junto com o marido", explica Wider. O comerciante também é alvo de pelo menos 11 pedidos de indenização de antigos vizinhos. Nova audiência foi marcada para 15 de março, quando as testemunhas de acusação serão ouvidas.

Castellani não quis dar entrevista. Por telefone, Conceição afirmou que ela e o marido não trabalham mais com fogos e que eles comercializam ração para cães na garagem de casa há cerca de dois meses. "Nossa vida está difícil demais. Sobrevivemos com a ajuda de parentes." O advogado de Castellani, Cláudio José de Carvalho, diz acreditar em sua inocência. "Ele não teve culpa no acidente."

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