Arquivo/AE
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Audiência decide se acusado de matar Eloá vai a júri popular

Primeira de 5 testemunhas de acusação a depor é Nayara Silva, que também foi feita refém por Lindemberg Alves, que está preso desde 2008

Marília Lopes, Central de Notícias

11 Março 2011 | 10h41

SÃO PAULO - Começou às 10h10 da manhã desta sexta-feira, 11, a audiência de instrução do Caso Eloá no fórum de Santo André, no ABC paulista. Nayara Silva, amiga da vítima e que também foi refém de Lindemberg Alves Fernandes e ferida no rosto, é a primeira testemunha de acusação a depor.

 

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Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, outras quatro testemunhas de acusação devem ser ouvidas ainda hoje. Depois, serão ouvidas também testemunhas de defesa e o próprio Lindemberg. Após o término da audiência de instrução, a Justiça decide se Lindemberg irá a júri popular.

 

O julgamento de Lindemberg, acusado de matar a ex-namorada, em outubro de 2008, estava marcado para 21 de fevereiro deste ano, mas foi cancelado em novembro do ano passado. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou o julgamento de Lindemberg, concedendo habeas corpus determinando que o processo volte à fase de instrução. Com a determinação do STJ, todo o trabalho feito pela Justiça paulista deve ser refeito.

 

A defesa de Lindemberg sustenta a tese de que o tiro que matou a jovem partiu de um policial e pediu para ter direito a contestar as provas posteriormente juntadas aos autos, bem como apresentar novas testemunhas.

 

O crime aconteceu em outubro de 2008 e foi transmitido em rede nacional por diversas emissoras. Lindemberg invadiu a casa da sua ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, no Bairro de Jardim Santo André, em Santo André, na Grande São Paulo, numa crise de ciúmes, e manteve Eloá e outras pessoas como reféns. Eloá foi morta com dois tiros e Nayara Silva, uma das amigas, foi ferida.

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