Atuação do Estado deve ter múltiplas abordagens

Há mais de um tipo de pessoa que mora na rua. É preciso entender quem está lá para descobrir a maneira mais eficaz de atuação. Há quem esteja na rua porque não tem moradia, por problemas psicológicos ou mesmo por ter uma família tão desajustada que prefere morar em qualquer lugar que não seja a própria casa. As diversas pesquisas sobre o perfil dos moradores de rua mostram que a maior parte deles não é criminosa.

Análise: Renato Cymbalista, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2010 | 00h00

Na Praça Rodrigues de Abreu é necessário haver uma ação múltipla, em diversos campos. É importante a limpeza, o ajardinamento e o policiamento. Tudo isso traz segurança e bem-estar para as pessoas que moram, trabalham e transitam na região. Mas esse é apenas um braço. O trabalho da assistência social feito ali não é eficaz. E se não está resolvendo, o Estado tem obrigação de inventar uma outra solução.

Agir só com repressão não vai adiantar. Essa população vai migrar para outro canto. É o que sempre acontece. O centro, principalmente a cracolândia, recebe grande atenção da polícia. Você aperta de uma lado e o problema aparece de outro. É preciso estudar uma solução complexa, que seja um tratamento sistêmico.

É URBANISTA E PESQUISADOR DA UNICAMP

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