Atropelamentos são constantes em rua onde menina foi atingida

Durante a madrugada, moradores protestaram e fecharam a rua, na favela de Paraisópolis, na zona sul de SP

Andressa Zanandrea, Jornal da Tarde

13 de março de 2008 | 09h11

Atropelamentos são comuns na Rua Doutor Flávio Américo Maurano, em Paraisópolis, zona sul, onde uma menina de nove anos foi atingida por uma moto na tarde de quarta-feira, 12. Moradores da região fecharam a via e fizeram um protesto na quarta-feira à noite para chamar a atenção sobre o problema. Na segunda-feira, uma mulher de 73 anos e a neta, de nove, morreram em outro acidente semelhante na mesma rua.   A menina atropelada teve a perna quebrada após ser atingida por uma motocicleta conduzida por um entregador de pizzas, por volta das 17 horas. Ela tinha saído da escola e voltava para casa quando, ao atravessar a rua, sofreu o acidente.   A via - seguida por sua continuação, a Rua Doutor Francisco Tomás de Carvalho - é movimentada, principalmente durante o dia, pois liga as avenidas Giovanni Gronchi e Morumbi. Asfaltada e íngreme, a pista tinha, até o protesto, uma lombada eletrônica para amenizar a velocidade dos veículos.   No protesto, moradores revoltados com os atropelamentos constantes tiraram as duas lombadas, uma de cada lado da pista, e atearam fogo, assim como em pneus e pedaços de madeira. Assim, a passagem dos motoristas foi bloqueada. Dois carros e um ônibus que tentaram passar foram apedrejados e um outro automóvel, um Chevette, incendiado. Houve confronto entre manifestantes e a polícia, que chegou a usar bombas de gás lacrimogêneo. Ninguém ficou ferido.   O presidente da União de Moradores de Paraisópolis, Gilson Rodrigues, disse que a instalação de lombadas fixas nesse trecho é uma reivindicação antiga da comunidade. "Como há duas escolas perto, muitas crianças atravessam a rua. Faz tempo que pedimos uma ação, por isso a população fez esse ato. Precisaria de umas quatro lombadas fixas e sinalização com semáforo, para a passagem de pedestres."

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