Atropelamentos caem menos que o esperado

Redução foi de 2,1%, mas CET espera diminuir em 50% o número de vítimas até o fim deste ano, com campanha de proteção

O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2012 | 03h02

A Campanha de Proteção ao Pedestre, iniciada pela Prefeitura em maio do ano passado, deu frutos. Mas não nos níveis que a administração municipal pretendia. Ao todo, houve redução de 2,1% nas mortes de pedestres na cidade, o que mantém a rota de redução nesse quesito. A promessa, que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) diz manter, é diminuir em até 50% o total até o fim do ano.

No total, 617 pessoas morreram atropeladas em São Paulo em 2011. Ainda é a principal causa de morte relacionada ao trânsito. Em 2010, haviam sido 630 mortes. De 2009 para 2010, sem a campanha publicitária da Prefeitura, a redução nas mortes de pedestres foi de 6,1%, índice maior do que no ano passado, com a campanha.

Do total de pedestres mortos, 73% foram homens e 23% eram aposentados. Levando em conta todos as mortes no trânsito da cidade, houve apenas 53 casos em que pessoas com mais de 80 anos foram mortas - e 50 delas morreram atropeladas.

Nancy Schneider, da CET, afirma que as ações educativas começaram quase no meio do ano, e só na região central. Por isso, ressalta que os resultados foram positivos - mas ela promete que as ações serão intensificadas nas vias campeãs em mortes por atropelamento.

Vias. O destaque entre os locais que mais tiveram mortes em 2011 é a Avenida Jacu-Pêssego, na zona leste. Lá, o número cresceu de 10 para 25 mortes - 150%. O motivo é o novo uso da via: serve como acesso do Rodoanel à Marginal do Tietê. A CET diz que instalou passarelas ali para evitar que o número de mortes crescesse, mas não explicou por que cresceram tanto. / B.R.

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