Atropelamento mata dois em ponto de ônibus no interior

Carro de motorista capotou e se chocou contra dois ciclistas e uma pessoa que estava no ponto de ônibus

Simone Menocchi, de O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2007 | 17h43

Duas pessoas morreram e outra ficou ferida quando foram atropeladas próximas de um ponto de ônibus da SP 50, estrada que liga São José dos Campos ao município de Monteiro Lobato, no Vale do Paraíba. O atropelamento ocorreu no início da rodovia, no bairro Alto da Ponte, ainda em São José dos Campos, por volta das 20 horas de sábado.   O motorista de um carro tentava uma ultrapassagem pelo acostamento, quando perdeu o controle do veículo, capotou e se chocou contra dois ciclistas e uma pessoa que estava no ponto de ônibus. Com o impacto, o ciclista Sebastião Lemes, de 78 anos, morreu na hora. O choque contra as vítimas foi tão forte que nem o banco de concreto do ponto de ônibus ficou no lugar. Estilhaços de vidro e muito sangue se espalharam pelo local.   Segundo testemunhas, o motorista estava em alta velocidade e seguia sentido centro de São José dos Campos. O pedreiro Armando Gonçalves e a família, que passaram pelo carro minutos antes, contaram que escaparam da colisão por muito pouco. "O carro veio desgovernado e por pouco não pegou a gente. Capotou e bateu em seguida".   As outras duas vítimas foram levadas para o Hospital Municipal de São José dos Campos. Paulo Santos da Silva, de 53 anos, não resistiu aos ferimentos e na madrugada de domingo. Já Benedito Soares dos Santos, que teve ferimentos leves, foi medicado e liberado na manhã de ontem (02). As duas vítimas fatais foram veladas neste domingo, 2,  e enterradas no cemitério do bairro de Santana, em São José dos Campos. O nome do motorista, autor do atropelamento, não foi revelado pela Polícia Rodoviária Estadual. Ele também ficou ferido, mas passa bem.   Os moradores do bairro Alto da Ponte ficaram indignados com o atropelamento e querem uma solução para o problema, que segundo eles, é freqüente no local. O comerciante Rubens Cassiano, que mora nas margens da rodovia há mais de 20 anos, disse que os acidentes por ali são comuns e espera que a prefeitura e a Polícia Rodoviária Estadual encontrem uma solução. "É preciso fazer alguma coisa pra que esses motoristas não corram tanto, senão vamos continuar a ter mortes e atropelamentos por aqui".

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