Atropelamento cai e CET começa nova fase de campanha

Redução foi de 9,4% no primeiro ano da ação; agora, companhia quer convencer pedestre a fazer sinal de travessia

O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2012 | 03h02

No primeiro ano de funcionamento do Programa de Proteção ao Pedestre o número de atropelamentos caiu 9,4% na capital paulista, segundo balanço da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) divulgado ontem. Os números seguem a queda, divulgada há duas semanas, no total de mortos no trânsito da cidade. Agora, a companhia quer fortalecer a campanha, especialmente em relação ao comportamento dos pedestres.

A campanha havia sido lançada em 11 de maio do ano passado e, entre aquela data e o dia 29 de fevereiro, o número de mortos na região central caiu de 34 para 21 (menos 38%). O centro foi a primeira área a receber a campanha, que teve distribuição de panfletos, faixas educativas nas ruas e monitores orientando a travessia adequada dos pedestres.

A avaliação do secretário municipal de Transportes, Marcelo Branco, no entanto, é de que a introdução do gesto da "mãozinha" (que o pedestre deveria fazer ao cruzar as ruas na faixa para sinalizar essa intenção ao motorista) não pegou. Por isso, estimular que as pessoas adotem o gesto será o foco das próximas ações publicitárias do programa.

Outra medida que havia sido anunciada pela CET e, segundo técnicos da companhia, já começou em alguns pontos, é a ampliação geográfica das ações educativas. Hoje focadas no centro, elas devem ser fortalecidas nas vias onde mais ocorreram atropelamentos em 2011.

O Programa de Proteção ao Pedestre custou, até agora, cerca de R$ 48 milhões, segundo a Secretaria Municipal de Transportes. De acordo com a CET, o valor foi aplicado em contratação de orientadores de travessia, sinalização (pintura de faixas de segurança, por exemplo) e em campanhas publicitárias.

Outros dados trazidos pelo balanço mostram queda no número total de atropelamentos, com ou sem mortos. Entre maio de 2009 e fevereiro de 2010 foram 4.647 na cidade. Nos mesmos meses entre 2010 e 2011, foram 4.263, o que representa uma queda de 8,2%.

Multas. Parte do sucesso do programa é atribuída, segundo técnicos da companhia, ao aumento da fiscalização sobre respeito à faixa de pedestres. Nesse primeiro ano de operação, foram 192 mil infrações anotadas pelos marronzinhos - quase 700 por dia. Entretanto, como a maior parte dessas multas não era registrada pelos agentes de rua antes da campanha, não é possível dizer se o número aumentou ou caiu. / B.R.

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