Atropelador de professora alega fatalidade

 O corpo da professora aposentada Maria Angelica Victoria Miguela Careaga Soler, de 74 anos, foi enterrado ontem no Cemitério do Araçá, em São Paulo. Ela foi atropelada na noite de sábado no cruzamento da Rua São Vicente de Paula com a Alameda Barros, em Santa Cecília (região central), e morreu no Pronto-Socorro da Santa Casa. Imagens mostram que ela poderia estar sobre a faixa de pedestres no momento do acidente.

William Cardoso, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2011 | 00h00

O microempresário Valmir Prado Costa, de 53 anos, conta que andava a cerca de 40 km/h quando atropelou a professora. "Infelizmente, ela entrou na frente do carro. Não tinha como parar. Quando vi, só falei "meu Deus". É uma cena que não vou esquecer jamais."

Costa afirma que tinha acabado de sair do trabalho e seguia para casa. Ele diz que não ingeriu bebida alcoólica e, até por isso, policiais não o submeteram ao teste do bafômetro. "Nem beber eu bebo. Tanto é que estava lúcido, dei o depoimento na delegacia. Se não fosse comigo, seria com qualquer pessoa que estivesse passando ali naquela hora."

O caso foi registrado no 77.º DP (Santa Cecília). Costa foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). O delegado Marcos Casseb afirma que não houve nenhum registro de que o microempresário estivesse embriagado no momento do acidente. Mesmo assim, pretende apurar as circunstâncias e ouvir testemunhas que possam, eventualmente, dizer o contrário.

Maria Angélica nasceu em Assunção, no Paraguai, e trabalhou no Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) entre 1971 e 2006.

 

Veja também:

linkNa 1ª semana, 30 são multados por hora por invadir faixa de pedestres

linkFaltam placas de limite de velocidade em vias locais

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.