SERGIO CASTRO/ESTADÃO.
SERGIO CASTRO/ESTADÃO.

Atravessando período seco, reservatórios de SP caem pelo 6º dia

Na primeira semana do mês, chuva sobre a região do Cantareira foi menor do que o volume esperado para apenas um dia de agosto 

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2015 | 09h24

SÃO PAULO - Há seis dias consecutivos, o nível de todos os principais reservatórios de São Paulo está em queda. Segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) divulgado nesta sexta-feira, 7, não houve qualquer registro de chuva em áreas de mananciais nas últimas 24 horas.

O Sistema Cantareira, considerado o principal do Estado, enfrenta seca rigorosa nesta primeira semana de agosto. O volume acumulado de chuva até o momento, de 0,7 milímetro, é menor do que a expectativa para apenas um dia do mês. Considerando a média histórica, a pluviometria deveria ser de 1,1 mm a cada 24 horas.

Nesta quinta, o Cantareira voltou a registrar queda de 0,1 ponto porcentual: a sexta seguida. Os reservatórios que compõem o sistema operam com 18,1% da capacidade, ante 18,2% no dia anterior, de acordo com o cálculo tradicionalmente divulgado pela Sabesp. Esse índice contabiliza duas cotas de volume morto, adicionadas no ano passado, como se fossem volume útil do sistema.

Responsável por abastecer 5,3 milhões de pessoas, o Cantareira registrou aumento no volume armazenado de água pela última vez no dia 27 de julho, quando o manancial subiu de 18,8% para 18,9%. Antes disso, os reservatórios já haviam passado um mês sem alta no nível de água represada. Veja gráfico com situação dos mananciais do Estado de São Paulo

No cálculo negativo, o Cantareira também caiu 0,1 ponto porcentual e está com - 11,2%. Queda semelhante foi registrada no terceiro índice do sistema, que aponta o manancial com 14%, contra 14,1% no dia anterior.

Saiba como saúde durante o tempo seco: 

Outros mananciais. O Guarapiranga, que atualmente é responsável por atender o maior número de habitantes de São Paulo (5,8 milhões), acumula baixas há onze dias seguidos. O manancial opera com 74,4% da capacidade nesta sexta, 0,3 ponto a menos quando comparado ao dia anterior.

Desde que iniciou essa sequência negativa, o Guarapiranga já perdeu 2,7 pontos porcentuais do volume de água. Em agosto, não choveu nenhuma vez sobre as áreas das suas represas.

Em crise ainda mais severa, o Alto Tietê chegou à sua nona baixa. O manancial contabiliza 17,4% do volume armazenado, já considerando 39,4 bilhões de litros de água de uma cota de volume morto. No dia anterior, o índice era de 17,5%.

Ao longo desta semana, as chuvas sobre as represas do Alto Tietê foram de 0,3 mm - o que representa apenas 3,6% do volume esperado para o período (8,3 mm). A última vez que o nível subiu foi no dia 26 de julho, quando passou de 18,4% para 18,5%.

Os Sistemas Alto Cotia e Rio Claro estão em queda há 12 dias consecutivos, enquanto o nível do Rio Grande diminui há dez. O primeiro opera com 59,5%, o segundo com 69,5% e o terceiro com 87,4%.

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