Atrasados ainda acham pacotes, mas terão de gastar mais

Há opções para Rio, Salvador e Recife, mas turistas de última hora pagarão 30% mais por viagem neste carnaval

O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2012 | 03h04

Quem deixou para planejar na última hora a viagem de carnaval ainda encontra pacotes para os destinos mais cobiçados, mas vai ter de pagar 30% mais por eles. É a estimativa das agências de viagens para pacotes de quatro dias para cidades como Rio, Recife e Salvador.

Não que o preço dos pacotes tenha subido, mas as opções mais baratas acabaram cedo. "Quem deixou para depois vai comprar o que sobrou e pagar caro, porque os pacotes econômicos já foram vendidos", explica William Périco, presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav-SP).

Nem a greve da Polícia Militar tirou Salvador do topo do ranking dos destinos mais procurados nesta época do ano. Edmar Bull, vice-presidente da Abav nacional, afirma que muitos chegaram a consultar as agências sobre um possível cancelamento, mas poucos desistiram. A greve acabou no sábado.

Na CVC, pacotes com hotéis três-estrelas já estão esgotados para os destinos mais populares e as opções de voos em horários mais convenientes também.

Uma hospedagem de quatro noites em um hotel no centro do Rio, com ida e volta de ônibus partindo de São Paulo, não sai por menos de R$ 2 mil por pessoa. É quase o mesmo preço do pacote para Buenos Aires, com passagem de avião e três noites de hotel: US$ 1.168 por pessoa. Quem quer promoção deve procurar cidades sem muita tradição de carnaval, como Curitiba e Goiânia, até 40% mais baratas.

Estradas. Viajar de carro vai demandar paciência. Mais de 1,2 milhão de veículos devem trafegar pelo Sistema Ayrton Senna-Carvalho Pinto nos quatro dias. Nas Rodovias Anchieta e Imigrantes, só no sentido litoral, serão 500 mil carros. O motorista deve redobrar a atenção na Dutra, com obras em três trechos, nos km 70 e 202, sentido São Paulo, e no km 178, sentido Rio. / NATALY COSTA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.