Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Ato na Paulista homenageia Marielle e critica intervenção no Rio

Manifestantes gritavam: 'Por Marielle, eu digo não, eu digo não à intervenção'

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

18 Março 2018 | 17h09
Atualizado 19 Março 2018 | 13h24

Um ato em homenagem à vereadora Marielle Franco e contra o genocídio do povo negro tomou a Avenida Paulista na tarde desde domingo, 18. Logo no início do protesto, o grupo parou na porta da Justiça Federal, onde mulheres usaram vassouras com água pintada de vermelho para esfregar a escadaria do prédio. A mobilização encerrou por volta das 18 horas na Praça Roosevelt, no centro da capital.

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Organizado por coletivos negros e feministas, o protesto que saiu do MASP às 15h30 chama atenção pela participação do coletivo artístico Ilú Olá De Min, mais conhecido por desfilar como bloco de carnaval com mulheres percussionistas que tocam ritmos africanos.

Com críticas à intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro, à UPP e à polícia militar, além de pedidos de justiça, um dos gritos usados pelos manifestantes é: "Por Marielle, eu digo não, eu digo não à intervenção". O grupo entrou à direita na Rua Augusta por volta das 16h30. Às 17 horas, os participantes estavam no Baixo Augusta.

A marcha começou silenciosa e se alternou entre momentos de música batucada pelo grupo Ilú Olá De Min. O coletivo prestou homenagens com canções de luto em memória de Marielle. A multidão caminha silenciosa e, em alguns momentos, grita em coro "Marielle presente". 

Faixas e cartazes perguntam: "Quem matou Marielle?". Bandeiras do PSOL e do PSTU, além de bandeiras do movimento negro, são usadas no protesto. Viaturas da Polícia Militar acompanham o ato desde o momento da concentração.

 

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