Ato lembra três anos do ataque a moradores de rua em SP

Até agora nenhum processo foi finalizado e ninguém foi condenado pelas mortes e agressões

Agência Brasil,

20 de agosto de 2007 | 01h13

Três anos depois dos ataques em série a moradores de rua no centro de São Paulo, que deixaram sete mortos e oito feridos graves, todos vítimas de golpes violentos na cabeça, nenhum processo foi finalizado e não há condenados. No domingo, 19, entidades religiosas e civis começaram uma noite de vigília para lembrar os crimes. A vigília será encerrada com o Ato Pela Vida, com a participação do arcebispo metropolitano de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, nas escadarias da Catedral da Sé. Este é o terceiro ano de realização do Ato pela Vida, mas o primeiro que será precedido pela vigília, das 22 às 10 horas desta segunda-feira, 20. Durante o ato, serão apresentados cantos, uma encenação de peça criada e executada por moradores de rua, um vídeo documentário sobre os massacres e das mobilizações de solidariedade que se seguiram, além de visita com preces e velas a alguns dos locais em que as pessoas foram atacadas e mortas. O ato é organizado pela Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo. "Nós mais uma vez vamos nos reunir com autoridades da cidade, com representantes dos grupos das igrejas e dos movimentos. Estará presente o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, o bispo da Igreja Anglicana, da Igreja Metodista, um rabino, um xeque. O que nós queremos é mais uma vez mostrar nossa indignação. Nós não vamos esquecer. Nós vamos continuar cobrando até que a Justiça dê uma resposta", disse o coordenador da pastoral padre Júlio Lancelotti. Segundo padre Júlio, os sobreviventes dos ataques são pessoas que tiveram suas vidas comprometidas para sempre. "Todos eles estão lesionados, todos os que não morreram, não têm condições nem de dar informações", disse. Sobre a situação atual dos moradores de rua e das medidas de segurança e sociais adotadas após o massacre, padre Júlio disse que "continua a mesma coisa". Segundo ele, a pastoral tem feito várias ações, inclusive um trabalho em conjunto com o Ministério Público para acompanhamento das políticas públicas e ações referentes aos moradores de rua.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.