Ato ecumênico lembrará vítimas do Holocausto

Representantes de várias religiões se reunirão para abençoar sobreviventes do extermínio promovido por nazistas na 2ª Guerra

O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2013 | 02h04

A Federação Israelita do Estado de São Paulo promove hoje, Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto, um grande ato ecumênico. Representantes evangélicos, católicos, budistas e de candomblé vão se reunir na Sinagoga da Congregação Israelita Paulista, no centro da cidade, às 19 horas, para dar uma bênção especial a 20 convidados - todos sobreviventes do extermínio promovido pelos nazistas na 2.ª Guerra Mundial.

O empresário cultural George Legmann, de 68 anos, estará entre eles. Mas o porta-voz será Ben Abraham, jornalista que nasceu na Polônia em 1924 e ficou confinado em Auschwitz, onde quase toda a sua família foi dizimada. De um grupo de 200 parentes, só um primo sobreviveu.

"Esses convidados ainda vão receber mudas de árvores, que representam a existência de um futuro", diz Ricardo Berkiensztat, presidente executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo. "Hoje, a maioria das testemunhas do Holocausto que vivem na capital estão com idade muito avançada."

São Paulo é o Estado que abriga a maior comunidade judaica do Brasil e da América Latina. O organização do evento espera receber 400 pessoas. O evento reunirá o governador Geraldo Alckmin, o prefeito Fernando Haddad, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o cardeal d. Odilo Scherer.

Na terça-feira, em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff participará de uma homenagem a dois brasileiros que salvaram a vida de centenas de judeus europeus nos anos 1930 e 1940: Souza Dantas, então embaixador brasileiro na França, e Aracy Guimarães Rosa, que era funcionária do consulado em Hamburgo. Ambos receberam do Museu do Holocausto, em Jerusalém, o título Justo entre as Nações.

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