Ato ecumênico homenageia vítimas do acidente da TAM

Representantes de dez religiões rezam missa no local onde o Airbus caiu, em Congonhas

Anne Warth, da Agência Estado,

20 de julho de 2007 | 13h41

Um ato ecumênico homenageou, na manhã desta sexta-feira, 20, as vítimas do acidente com o vôo 3054 da TAM. Representantes de dez religiões, entre cristãos, hinduístas, budistas, judeus e xamânicos participaram do ato, que aconteceu na Avenida Washington Luis, a poucos metros de onde o avião caiu, às 18h51 de terça-feira, 17.   Lista de vítimas do acidente do vôo 3054  O local do acidente  Quem são as vítimas do vôo 3054  Histórias das vítimas do acidente da TAM  Galeria de fotos  Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Cronologia da crise aérea  Acidentes em Congonhas  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054     Representando os órgãos municipais, o presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Roberto Scaringella , levou flores até o prédio da TAM Express, com o qual o Airbus da TAM se chocou. A cerimônia foi feita fora da área de isolamento.   O bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom Pedro Luiz Stringhini e o Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, estavam presentes. Stringhini contou que a idéia do Ato Ecumênico surgiu de forma quase que espontânea, após o pastor Elias, da Igreja Presbiteriana, ter entrado em contato com os religiosos. "O ato pode ser um meio de expre ssar indignação", disse o bispo.   Na avaliação dele, a crise aérea não pode ser considerada de forma isolada. "É toda uma crise social. O País precisa que as autoridades priorizem aquilo que é humano, acima de interesses políticos, econômicos e financeiros", afirmou.   De acordo com Stringhini, a atuação do governo federal no tratamento da crise aérea tem deixado a desejar. "Todos esperávamos que o acidente da Gol, ocorrido há 10 meses, fosse servir como grande alerta. No entanto, mais um aconteceu e esperamos que não aconteça outro", declarou.   O bispo disse esperar que o presidente Lula tenha um posicionamento "firme" no pronunciamento que deve fazer na noite desta sexta. O bispo explicou que os familiares das vítimas não foram contatados para que participassem do ato devido à distância, já que a maior parte das vítimas é do Rio Grande do Sul, e também para não agravar o sofrimento dos parentes, que vivem um momento muito difícil. "Vamos levar nossa solidariedade a eles através dos meios de comunicação", finalizou.  

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