JF Diorio/AE
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Ato contra aumento de ônibus reúne 2 mil

Manifestantes marcharam pela Avenida Paulista no segundo protesto contra o reajuste da tarifa na cidade; dessa vez não houve confronto

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2011 | 00h00

O reajuste da tarifa de ônibus de São Paulo para R$ 3, promovido pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) no dia 5, provocou mais um protesto na cidade. Cerca de 2 mil manifestantes marcharam por mais de duas horas pela Avenida Paulista no sentido Paraíso. A polícia monitorou a passeata e não houve confronto.

Na semana passada, dia 13, manifestação também contra o aumento do preço do transporte público terminou com pelo menos cinco feridos depois de confronto com a polícia. Vinte e seis pessoas foram detidas.

As imagens de truculência policial ganharam a internet e ontem, ainda antes do início da manifestação, a ordem na PM era evitar o confronto a todo custo. "Vamos acompanhar os manifestantes e zelar pela segurança de todos. Até pelo que aconteceu na semana passada, queremos manter tudo tranquilo", afirmou o Tenente André Luiz de Almeida Zandonardi, comandante do Tático Móvel do 7.º Batalhão da Polícia Militar. Durante o protesto, 70 policiais participaram da escolta.

A polícia chegou a combinar com os organizadores que não houvesse ocupação de toda Avenida, o que só foi desobedecido durante dez minutos ao fim do protesto. Uma hora antes, os manifestantes se deitaram no cruzamento com a Avenida Brigadeiro Luis Antonio, também com o consentimento da PM. Em ato simbólico, queimaram a bandeira do Estado - apesar de se insurgirem contra ato do município.

Por causa do ato, motoristas enfrentaram congestionamentos. Em vias como Rebouças, Doutor Arnaldo, Cardeal Arcoverde e a própria Paulista a lentidão era de cerca de 2 km, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Luta. O protesto foi organizado em redes sociais da internet. Encabeçado pelo Movimento Passe Livre, reuniu em sua maioria jovens estudantes. "Nosso intuito é mobilizar quem está passando na rua, porque o aumento atinge todos", diz um dos integrantes do Passe Livre, Caio Martins Ferreira, de 16 anos.

O publicitário Cláudio Benedito de Oliveira, de 53, empolgou-se com a passeata e seguiu por toda a Paulista de braços levantados e gritando contra o reajuste. "Moro em Alphaville e trabalho aqui. Costumo vir de carro e só hoje, que usei o ônibus, soube do aumento. É abusivo", diz.

O Movimento organiza novo protesto na próxima quinta-feira, na frente do Teatro Municipal, no centro. Esse foi o segundo ano consecutivo de reajuste.

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