Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Ato contra a crise da água fecha a Paulista

Grupo de cerca de 250 pessoas, segundo a PM, marchou até a sede da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos

Paula Félix, O Estado de S. Paulo

20 de março de 2015 | 16h08

Atualizada às 17h57

SÃO PAULO - Cerca de 250 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, realizaram um protesto na tarde desta sexta-feira, 20, na Avenida Paulista, contra a crise da água que atinge São Paulo e o governador Geraldo Alckmin (PSDB). O ato foi organizado pelo Coletivo de Luta pela Água e inclui movimentos sociais como a Frente de Luta por Moradia.

Com baldes e apitos, o grupo saiu da Praça Oswaldo Cruz e chegou à sede da Secretaria Estadual de Recursos Hídricos por volta das 16h30, na Rua Bela Cintra, onde permaneceu por cerca de 40 minutos e depois se dispersou. Uma comissão foi recebida para levar as reivindicações dos manifestantes. 

"Esse protesto é para chamar a atenção sobre a falta de água na periferia", disse Renê Vicente, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema).

Moradora do bairro do Limão, na zona norte, a encarregada Sandra Sá Santana, de 40 anos, diz que sofre com a falta de água todos os dias. "Tenho de fazer todas as coisas na parte da manhã. Tenho caixa d'água, mas preciso encher baldes para tomar banho à noite".

Os manifestantes também culparam o governador Geraldo Alckmin pelo problema. Um manequim com máscara do governador, sunga e nariz de Pinóquio foi usado pelos manifestantes durante o protesto. O ato foi pacifico. Uma viatura da PM acompanhou o protesto, que chegou a fechar todas as pistas da Paulista no sentido Consolação. 

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