Ativistas encenam 'banquete de comemoração' por aumento na conta da água

Uma mesa foi montada em frente à sede da Bolsa de Valores e os artistas encenaram um banquete de comemoração da "divisão de lucros", com champagne e sacos de dinheiro

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2014 | 18h47

Ativistas da Assembleia de Itu realizaram um ato teatral contra o aumento da tarifa de água em São Paulo e a "falta de controle" da gestão do governador Geraldo Alckmin sobre a crise hídrica no estado. Seis atores participaram da encenação, que foi assistida por cerca de 30 pessoas e transeuntes que passaram em frente a sede da Bovespa, na rua XV de Novembro, no centro.

A "festa do aumento da água" foi feita no local como crítica aos lucros dos acionistas da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que é uma empresa de capital aberto. "Os acionistas da Sabesp têm motivo de sobra para comemorações. A Sabesp, que tem quase a metade de seu capital aberto ao mercado financeiro, continua lucrando muito e investindo pouco", diz um texto de apresentação.

 

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Uma mesa foi montada em frente à sede da Bolsa de Valores e os artistas encenaram um banquete de comemoração da "divisão de lucros", com champagne e sacos de dinheiro. Um deles estava caracterizado com uma máscara de Alckmin e os outros representavam os acionistas. 

Depois da brincadeira, os copos e notas de dólar falsas foram oferecidas a quem passava pelo local. "Não tem água, mas tem champagne", disseram. Ao final, o "falso Alckmin" apresentou uma solução para a falta de água em São Paulo: cultivar cactos em toda a cidade, ação informada ao lado da planta.

A Sabesp anunciou no último mês o reajuste da tarifa de água em dezembro acima dos 5,44% estabelecidos em abril. "Uma ironia ter aumento da tarifa neste momento de má qualidade de serviço", afirmou uma das participantes, Renata Amaral, de 27 anos, que é pesquisadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC). 

 

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