Atendimento questionado

ACIDENTE NO PARQUE DO IBIRAPUERA

O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2012 | 03h01

Em 13/4, às 7h15, eu fazia atividade física no Parque do Ibirapuera, quando, ao descer por uma ponte, fui atingida nas costas e arremessada ao chão por um carrinho desgovernado de um vendedor ambulante. Algumas pessoas tentaram me levar à enfermaria, que estava fechada. O Samu não estava próximo. Eu quebrei um osso que liga a mão ao pulso e o dedão do pé, agora estou com a mão e o pé imobilizados, machuquei o joelho e fiquei com a pele toda esfolada. Gastei R$ 1.800 com os procedimentos no hospital. Se fosse uma criança ou uma pessoa idosa, imagino a gravidade! Espero que as autoridades façam algo, pois acidentes piores podem ocorrer.

ANDRÉIA CLEMENTE ZURLINI / SÃO PAULO

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente lamenta o ocorrido e

informa que a equipe de vigilância do parque ofereceu ajuda à

sra. Andréia, mas ela preferiu aguardar a chegada de um familiar. A administração vai relatar o ocorrido às diretorias das duas cooperativas de vendedores ambulantes e solicitar que orientem seus vendedores quanto à segurança no manejo dos seus carrinhos para coibir acidentes. Com relação ao atendimento médico, o parque conta com a Unidade de Atendimento Móvel de Urgência do Samu, diariamente, das 8 às 18 horas, com todos os equipamentos necessários, inclusive desfibrilador. Não há no parque ambulatório médico. Nos finais de semana e feriados, o parque conta com uma UTI móvel.

A leitora diz: O horário do Samu deveria ser antecipado, pois às 8 horas a maior parte dos esportistas está indo trabalhar. Eu recusei ajuda porque ia ter de esperar até esse horário para ser atendida pelo Samu.

PERIGO NA LUÍS GÓIS

Falta de sinalização

Reporto-me a esta seção, pois cansei de encaminhar e-mails à Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Há cerca de um mês foi efetuado um serviço de intervenção urbana na Rua Luís Góis, na Vila Mariana, deixando a rua completamente sem sinalização de solo. Não há mais faixas de travessia de pedestres, divisória das faixas de rolamento, entre outras. Por duas vezes recorri ao Departamento de Operações e Monitoramento da CET, mas de nada adiantou. E a campanha para que os motoristas respeitem as faixas de pedestres? Como respeitar se não há faixas? A via está um caos! Peço novamente que a CET interceda urgentemente neste caso.

JOSÉ EDUARDO CHOCAIRA

/ SÃO PAULO

A Companhia de Engenharia de Tráfego informa que já elaborou projeto de sinalização para o local, prevendo a repintura das faixas de pedestres e linhas de balizamento. O projeto foi encaminhado para a área de sinalização e aguarda a implantação.

O leitor afirma: Não há o que comentar! Acredito que a CET vai esperar alguém sofrer um grave acidente por falta de sinalização para então agir. Já se passaram mais de 40 dias, no mínimo!

PRAIA E PRAÇA EM SANTOS

Moradores de rua

A orla da praia e as várias praças internas de Santos voltaram a ser tomadas por desocupados, que vivem em bandos. Às 9 horas começam a acordar e vão tomar banho nos chuveiros do jardim da orla, onde aproveitam para lavar as suas vestimentas. Depois colocam as peças na grama para secar, deitam-se nos bancos do jardim, carregando suas sacolas, imperando no local. Muitas vezes ficam por ali como guardadores de carros. Eles incomodam a todos! E isso tudo sob a vista das autoridades que por lá passam e nada fazem. Não dá para acreditar!

RUBENS Q. M. COSTA

/ SÃO PAULO

A prefeitura municipal de Santos esclarece que diariamente é promovida abordagem social em toda a cidade, visando à reintegração da população em situação de rua. É colocada à disposição dessas pessoas toda a estrutura de acolhimento e atendimento social mantida pelo poder público, porém, muitos ainda se recusam a aceitar a oferta. Em respeito ao direito de ir e vir, as equipes sociais não podem tirá-los compulsoriamente do local onde se encontram. Mas todos os dias novas tentativas são feitas. Por sua vez, a Secretaria de Segurança monitora durante 24 horas toda a faixa da praia com câmeras de alta tecnologia. O trabalho é complementado pela presença da Guarda Municipal (GM) no local para manter a ordem e coibir os abusos. A GM tem dois contatos para a população: 153 e 0800-177766.

O leitor analisa: Felizmente, graças à intervenção do jornal, a prefeitura se manifestou. Porém, aponta como um problema de difícil solução prática; o que não duvido. Espero que, ao menos, as autoridades municipais se mexam.

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