Atendimento diferenciado

Sou aposentada e tenho plano de saúde. Fui experimentar o sistema público para ver se valeria a pena sair do convênio. Não vale. Fui bem atendida no Centro de Saúde Escola da Barra Funda e na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Mas fui mal atendida por uma médica do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Várzea do Carmo em 28/5. Quando ela viu que meu exame oftalmológico fora feito numa clínica particular, disse que eu estava tirando sarro da cara dela. Esbravejou dizendo que, se tenho um plano particular, deveria usá-lo. E alegou que não fez "puericultura", mas MBA na Alemanha e que só cuidava de doenças graves, não de exames preventivos. Segundo outros pacientes, esse tipo de tratamento é recorrente. Fiquei brava e, quando ela percebeu que eu não era uma senhora tão humilde, mudou o tratamento. Disse que ela deveria "calar mais a boca" e que minha vista era de "uma menina". Em nenhum momento se desculpou. Pode ser que esse seja o tratamento que uma médica que recebe o salário "mixo" (como ela disse) dá, mas ele sai do meu bolso!

, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2010 | 00h00

ROSELI MIEIRO PINTO SAMPAIO / SÃO PAULO

A Secretaria de Estado da Saúde responde que preconiza que todos os pacientes sejam atendidos com qualidade, eficiência e precisão, independentemente de condição social, raça ou credo. Os AMEs são unidades de alta resolutividade com modernos equipamentos, onde o paciente passa por consultas e exames no mesmo dia, sendo encaminhado para tratamento especializado, se necessário. Com relação ao fato, a Secretaria promete apurar e punir, caso necessário, os envolvidos, pois não há tolerância com relação a possíveis maus-tratos com pacientes.

ALTO DA BOA VISTA

Rua vira condomínio

Há 40 anos vivo no Alto da Boa Vista e todas as manhãs faço uma caminhada pelo bairro. Em 21/5, vi que a Rua Carlo Rainaldi, que tem formato de um semicírculo, com a Rua das Barcas foi fechada com grades e portões - provavelmente sem a autorização da Prefeitura. Já acionei a associação dos amigos do bairro e a subprefeitura, que me direcionou à CET, que, por sua vez, diz que o assunto é com a Subprefeitura de Santo Amaro. Fiquei sem saber quem é a autoridade responsável para evitar que cidadãos interditem vias públicas.

THOMAZ ALBERTO SCHETTY

/ SÃO PAULO

A CET informa que a queixa

deveria ser encaminhada à

Subprefeitura de Santo Amaro.

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras não respondeu.

O leitor comenta: Nos dois portões há um documento afixado que diz que esse absurdo tem a aprovação da Subprefeitura de Santo Amaro e está assinado pela Associação dos Moradores da Rua Carlo Rainaldi. Gostaria de saber se meia dúzia de moradores pode se reunir e fechar uma rua com a anuência da subprefeitura e transformá-la num condomínio particular. O local não se trata de uma rua sem saída e, certamente, foi construído com o dinheiro da subprefeitura, portanto, com o dinheiro dos impostos que nós pagamos.

DESCASO

Entulho e lixo na cidade

Há muito tempo reclamo do depósito, quase que diário, de lixo e entulho na Rua Santa Madalena com a Avenida Brigadeiro Luís Antônio. A Prefeitura não tomou nenhuma ação que impedisse isso. Em 28/5, havia uma montanha de entulho e detritos bloqueando todo o passeio. O descarregamento de lixo é feito todos os dias, mas o recolhimento, feito pela Prefeitura, chega a demorar semanas. LEONARDO PINTO SILVA

/ SÃO PAULO

A Subprefeitura Sé esclarece que, além da varrição diária, faz o recolhimento de todo o material que é depositado de forma irregular na via em até dois dias. Esclarece que o serviço no local já foi feito e que, desde fevereiro, a Prefeitura, com o apoio das Polícias Militar e Civil, intensificou a fiscalização para identificar e punir os responsáveis por essa prática.

Pergunto à Prefeitura de São Paulo se ela não tem planos para recuperar a maltratada Praça de Milão, no elegante bairro paulistano da Vila Nova Conceição. O local está no mais completo abandono, cheio de mato e lixo. Pergunto-me, também, por que os moradores daquele bairro, dos mais caros da cidade, não se mobilizam para tentar cuidar do local. Ou o espaço público no Brasil só tem valor se é privatizado?

FLÁVIO AUGUSTO ESTEVES

/ SÃO PAULO

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras não respondeu.

O leitor diz: A praça continua um depósito de lixo.

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