Até sacoleiros do Brás aderem ao avião

Às 6 horas, os sacoleiros já são maioria no saguão do Aeroporto de Ribeirão Preto. Em pouco mais de duas horas, eles vão estar atrás de produtos eletrônicos na Rua Santa Ifigênia, roupas no Brás, brinquedos na Rua 25 de Março.

Bruno Tavares e Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2011 | 00h00

Pegar avião para fazer compras em centros de comércio popular da capital é hábito recente para quem passou boa parte da vida em ônibus mal conservados, comendo lanches em postos de beira de estrada.

"Se não fossem as taxas por excesso de bagagem, todo mundo pegaria avião também na volta. Mas não tem jeito. Para trazer 50 quilos de roupas, como eu, tem de ser o ônibus para voltar", diz o comerciante Salomão Elias, de 52 anos, de Alpinópolis.

Outro atrativo citado por sacoleiros é a taxa de embarque: a mais cara nos aeroportos regionais é de R$ 15,42. E, com aviões menores e serviço enxuto, as companhias não param de expandir rotas no Estado. O potencial do interior paulista - responsável por 15% do PIB nacional e com 20 milhões de habitantes - deve crescer, segundo as empresas. Em 2010, a aviação regional paulista atraiu 1,5 milhão de passageiros.

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