Até o desenho do local era manifesto contra a ditadura

Os censores não perceberam, mas, ao desenhar o prédio do Centro Cultural São Paulo, cheio de curvas, quase sem portas, os arquitetos Luiz Telles e Eurico Prado faziam também um manifesto. "Tudo era censurado na época. Mas eles não tiveram conhecimento para fazer isso com a arquitetura. Ou o Centro Cultural não teria saído", afirma Telles.

O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2012 | 03h01

O projeto do centro é de 1975, e a essa altura vários amigos dos dois arquitetos haviam desaparecido. O espaço foi criado inicialmente para ser um anexo da Biblioteca Mario de Andrade, cuja estrutura - tanto de funcionamento quanto física - era vista como ultrapassada pela dupla. "Esse projeto foi para mudar todo o esquema e fazer uma retomada da liberdade. Queríamos um espaço difícil de botar porta, outras divisórias. A questão das curvas era importante no sentido do acolhimento ao público." / A.R. e E.V.

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