Até fuzileiro fazia parte de milícia no Rio

Uma operação da Polícia Civil com o Ministério Público do Estado Rio prendeu ontem 15 milicianos de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Eles são acusados de integrar uma quadrilha de paramilitares formada por um fuzileiro naval, um sargento do Exército, 11 policiais militares, três ex-integrantes da corporação e um policial civil. A quadrilha é acusada de crimes como tortura, homicídio, agiotagem e invasão de terras.

O Estado de S.Paulo

08 Março 2012 | 03h04

Segundo o MP, os paramilitares exigiam taxas de traficantes para permitir a venda de drogas em volta de áreas que controlavam. "Os milicianos cobram até porcentual pela água que chega às casas dos moradores", disse o promotor Jorge Magno Reis Vidal. A milícia é apontada como a mais violenta do Estado.

Batizada de Pacificador, a operação estourou um depósito de gás, um armazém de bebidas e uma central clandestina de distribuição de sinal de TV a cabo, que oferecia o serviço para cerca de 3 mil pessoas nos 13 bairros controlados. / PEDRO DANTAS

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