Até cinemas pornôs participaram do evento

A Virada Cultural dedica, cada vez mais, espaço ao cinema. A programação deste ano privilegiou mostra de Zé do Caixão no Cine Windsor, cinema catástrofe no Dom José, cinema para cantar e dançar no Palácio do Cinema, títulos cults no CineSesc e cinema canibal na Galeria Olido. O aspecto mais positivo foi a tentativa de recuperar espaços perdidos para o cinema pornô. Deve fazer bem uns 20 anos ou mais que o Windsor, o Dom José e o Palácio do Cinema só exibem programas de sexo explícito. A tentativa funcionou em termos.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2011 | 00h00

O próprio gerente do Dom José disse que o único dos 12 programas da Virada que lotou a sala foi justamente o primeiro - O Dia Depois de Amanhã, de Roland Emmerich, às 18h15. "Fomos instruídos a não autorizar entrada de ninguém 15 minutos depois do início da sessão. Muita gente chiou por causa disso." O pior desempenho foi o de Aeroporto, que George Seaton adaptou do best seller de Arthur Haley. O filme passou às 11h de ontem para meia dúzia de gatos pingados. Em compensação, havia fila para ver Cloverfield - O Monstro de Mattreeves, às 16h.

Marco e seu amigo Luís estavam cheios de entusiasmo para assistir ao filme. "Todo mundo diz que é muito legal, de linha parecida ao de Distrito 9 (de Neil Blompkamp)." Ambos na faixa dos 20 anos, nunca haviam pisado no Dom José. "Essas salas de sexo explícito são podres." Os dois consideram positivo o fato de verem filme "normal" ali. "Seria bom se todas essas salas fossem recuperadas. Ajudaria a levantar o centro da cidade, que é muito caído."

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