Até banca vira rodoviária em São Sebastião

Em plena temporada de verão, os turistas que vão de ônibus a São Sebastião, no litoral norte paulista, se veem obrigados a embarcar e desembarcar dos coletivos intermunicipais em plena rua, pois a cidade está sem terminal rodoviário desde o ano passado. A antiga estação, que já não comportava a demanda, veio abaixo às vésperas das eleições municipais para dar lugar a um novo prédio.

O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2013 | 02h04

Sem terminal rodoviário, as empresas de ônibus que operam no município tiveram que improvisar. Algumas alugaram salas comerciais para vender passagens. Uma delas, que detém a concessão de linhas para cidades do Vale do Paraíba, Baixada Santista, região Mogiana e a capital, alugou metade de uma banca de jornais para servir como guichê, próximo ao terminal de balsas para Ilhabela. Por ser a empresa que detém quase todas as linhas, o local foi transformado em uma rodoviária improvisada.

O embarque e o desembarque de moradores e turistas estão sendo feitos, precariamente, no local, que não tem estrutura adequada. Na praça que abriga a banca transformada em guichê foram instaladas cadeiras de plástico para acomodar os passageiros, mas os lugares são insuficientes. A maioria dos usuários aguarda os ônibus a céu aberto, debaixo de sol ou chuva, ou em um ponto de ônibus já existente ali. Também não há banheiros. Quem precisa utilizá-los tem que correr até o banheiro público do terminal de balsas.

Atropelamentos. Os passageiros são obrigados a embarcar e desembargar no meio da rua, pois os ônibus têm de estacionar na contramão, ao lado da banca. O risco de atropelamentos por carros, motos e caminhões que saem das balsas é grande e os motoristas precisam desviar das bagagens espalhadas pela pista. "É uma vergonha que uma cidade turística do porte de São Sebastião não tenha um terminal rodoviário. Estou aqui com crianças, malas, e não há lugar para sentar nem banheiro", queixava-se na tarde de terça-feira a secretária Iolanda Grunner, 28, que embarcava com seus dois filhos de dois e quatro anos para São Paulo após passar o fim de semana em Ilhabela. Os transtornos já foram palco de brigas e discussões entre turistas e funcionários da empresa de ônibus.

Enquanto moradores e turistas passam por transtornos, as obras do novo terminal rodoviário estão em ritmo lento. Utilizado como bandeira de campanha eleitoral pelo prefeito Ernane Primazzi (PSC), que se reelegeu, o novo terminal não tem prazo para ser concluído. Segundo a prefeitura, foram encontradas rochas no solo do terreno, o que atrasou o cronograma, pois o projeto terá que ser refeito. / R.P.

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