Até banca do Rio já vende os chapéus Panamá

Modelo centenário, que apesar do nome surgiu no Equador, virou hit entre cariocas

HELOISA ARUTH STURM / RIO , O Estado de S.Paulo

04 Março 2012 | 03h04

Com o sol forte e um calor que beira os 40°C, o velho chapéu Panamá, que apesar do nome é originalmente fabricado no Equador, onde é chamado de El Fino, virou mania entre cariocas anônimos e famosos como as atrizes Juliana Paes e Fernanda Paes Leme, que já foram fotografadas usando o adereço. Proteger-se do sol com estilo é a nova moda de verão tanto nas praias como nas ruas do centro da cidade.

Os mais comercializados custam entre R$ 35 e R$ 120, mas os preços podem chegar a até US$ 2,5 mil no mercado internacional, dependendo da espessura da palha e dos detalhes da trama.

"Nos modelos mais caros, a palha é fina como um tecido de linho e parece até que você colocou uma bandana na cabeça, de tão leve", afirma Cesar Fraga, presidente da Confraria do Chapéu Panamá, que funciona na charmosa e antiga barbearia de sua propriedade, a Clube XV, na Rua do Ouvidor, que aos sábados se transforma em uma loja de chapéus Panamá e reúne aficionados para conversar sobre o acessório. "Eu não vendo se não tiver certeza de que a pessoa ficou bem com aquele modelo, de que ficou harmonioso", explica Fraga.

Unissex. Os modelos variam basicamente quanto ao tamanho da aba e a cor. O mais vendido é o clássico marfim de fita preta, mas há também o tom havana, que é o natural da palha, mais amarelado, e o tabaco. Apesar do modelo ser unissex, o público consumidor ainda é predominantemente masculino.

"Agora estamos adquirindo também os chapéus com fitas mais coloridas, para agradar ao público feminino", diz Fraga. "Os homens compram mais, mas as mulheres passaram a comprar também depois de ver as artistas usando", garante a vendedora Ana Cristina Garios.

Em sua barraca no Largo da Carioca, também no centro, ela negocia de 15 a 20 chapéus por dia e chegou a vender 170 deles na sexta-feira de carnaval, dia em que os termômetros marcaram em torno dos 35°C.

Foi na banca de Ana que o bancário José Carlos Chaves comprava o seu quarto Panamá. "Gosto muito desse tipo de chapéu, porque ele dá um visual mais elegante", explicou Chaves. Atualmente, até em bancas de jornais do centro é possível encontrá-los.

Roosevelt. O chapéu Panamá recebeu este nome porque o presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt o usou durante uma visita ao canal do Panamá, em 1906. Em razão disso, o chapéu virou moda, que dura até hoje. No Brasil, o chapéu Panamá foi marca registrada do maestro e compositor Tom Jobim.

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