Até 2024, cidade precisa de mais 740 mil moradias

O Plano Municipal de Habitação (PMH), apresentado em setembro pela Prefeitura, prevê que a cidade de São Paulo precisará de 740 mil moradias até 2024. Seriam necessários cerca de R$ 58 bilhões ao longo dos próximos 14 anos para colocar o projeto em prática, segundo estimativa da Superintendência de Habitação Popular da Secretaria Municipal de Habitação.

, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2010 | 00h00

De acordo com o plano, cerca de R$ 14 bilhões seriam usados apenas para a compra de áreas e terrenos. Para abrigar tantas unidades habitacionais novas, seriam necessários 39 km² para construções. Em setembro, a secretaria informou que haviam sido rastreados 4,5 km² de novos terrenos, o suficiente para abrigar 40 mil unidades.

Por conta da dificuldade de encontrar terrenos em São Paulo, a saída para reduzir o déficit habitacional da cidade seria construir prédios mais altos. Nesse caso, o problema é o elevador, equipamento que, além de encarecer a obra, tem um custo alto de manutenção - que seria pago pelos moradores dos conjuntos populares, muitos deles incapazes de arcar com custos básicos como água e luz.

Centro. A Prefeitura pretende ainda entregar no início de 2013 a reforma de parte dos prédios abandonados da região central que serão transformados em moradia popular por meio do programa Renova Centro. Em 4 de fevereiro, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) assinou um decreto que transforma 53 edifícios em imóveis de utilidade pública. A reforma desses prédios seria capaz de criar 2.500 unidades habitacionais, segundo estimativas da Prefeitura, que pretende investir cerca de R$ 400milhões no projeto.

Os edifícios que serão reformados foram escolhidos no ano passado, após um levantamento realizado pela Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupam), contratada pela administração municipal.

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