Ataque a chefe pode ser represália por morte de ladrão

O atentado ao tenente-coronel Paulo Telhada pode ter sido uma represália ao assassinato do ladrão de joalherias Fábio Fernandes da Silva, de 28 anos, o Vampirinho, um dos homens da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele foi morto com três tiros no coração, em maio, após ser abordado pela Rota.

, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2010 | 00h00

Vampirinho ocupava uma BMW comprada por R$ 100 mil e estava acompanhado da estudante de Direito Alessandra Yumi Bordigoni, de 26 anos, ex-mulher de um PM. Segundo a Polícia Civil, quatro dias depois foi levada para um "interrogatório" feito por cinco integrantes do PCC. Eles queriam saber se Alessandra havia delatado Vampirinho.

Alessandra conheceu Vampirinho em uma casa noturna na Barra Funda, zona oeste. Segundo a moça, ele se apresentou com nome falso e disse ser empresário da construção civil. Em 17 de maio, o ladrão - foragido da prisão desde 2005 - a convidou para jantar. Por volta das 23 horas, na Radial Leste, a BMW foi fechada por um carro ocupado por dois homens. Os veículos bateram. Segundo Alessandra, logo depois Vampirinho viu uma viatura da Rota atrás de seu carro. Ele foi abordado por três policiais. Ela teve de ficar abaixada, mas viu Vampirinho sair da BMW com as mãos para cima. Em seguida, ouviu os disparos. Os PMs alegaram troca de tiros. /J.J. e M.G.

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