Ataque a banco é trocado por roubo de carro

Para financiar o tráfico de drogas, em vez de roubo a banco, os criminosos escolhem cada vez mais o roubo de carros. Essa é avaliação do delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, como uma das hipóteses para explicar o crescimento do roubo de carros no ano.

O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2012 | 03h11

Nos oito primeiros meses, foram roubados 58.948 carros no Estado, total 15,3% maior do que o verificado no mesmo período do ano anterior. Na capital, a tendência é parecida. Foram roubados 30.075 carros até agosto, valor 16% maior.

Ao mesmo tempo, o roubo a banco foi o crime patrimonial que mais diminuiu. Em agosto, foram 12 bancos roubados no Estado, 52% menos do que em agosto passado. Os 140 bancos roubados nos oito primeiros meses representam 21% a menos. "As câmeras de segurança hoje mostram até a cicatriz do ladrão. Antes, não permitiam identificar ninguém. Também aumentou a transação de dinheiro virtual. O resultado é que o roubo a banco envolve um risco imenso, para resultados modestos. Por isso, o carro se tornou a forma de arrumar dinheiro para financiar o tráfico", afirma Carneiro.

Considerando os distritos policiais, a capital continuou com tendência de aumento de crimes contra o patrimônio na periferia e diminuição nas regiões centrais. Nos oito primeiros meses deste ano, dos dez distritos policiais que registraram maior aumento do número de roubos de carros, oito estão fora do centro expandido (as exceções foram Santa Ifigênia e Ipiranga). Já entre os dez que tiveram maiores quedas, só dois são da periferia: Jardim Aricanduva e Parque São Jorge. /B.P.M. e D.T.

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