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Associação dos supermercados decide manter cobrança por nova sacola plástica

Posição será levada ao Procon em reunião nesta quinta; entidade de defesa do consumidor quer suspensão da quantia cobrada

GABRIEL MANZANO, O Estado de S. Paulo

15 Abril 2015 | 20h23

Em reunião realizada na tarde desta quarta-feira, 15, para discutir a decisão do Procon São Paulo que pediu a interrupção da cobrança pelas novas sacolas plásticas biodegradáveis, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) decidiu manter sua posição favorável à cobrança. As razões do setor serão levadas ao novo encontro, nesta quinta-feira, 16, com a diretora-executiva da entidade, Ivete Maria Ribeiro.

"A Apas insiste em manter a fórmula por três razões fundamentais. A primeira é que não há dupla cobrança, como se alegou. A segunda é que agora o consumidor terá a liberdade de pagar ou não pelas sacolas. E terceiro, a nova medida já levou a uma redução de 60% no total de sacolas distribuídas", resumiu o vice-presidente da associação, Paulo Pompilio. Ele não mencionou ainda como se comprovará que o custo das sacolas antigas está sendo retirado do preço final dos produtos.

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O executivo vê dois avanços na fórmula adotada pela Prefeitura no dia 5 de abril. Um deles, afirma, é que, agora, o consumidor pode escolher. "Ou ele traz sacolas de casa e economiza, pois não paga mais pelas antigas, ou aceita pagar pelas novas que utilizar."

A outra vantagem, segundo ele, é que a grande redução do uso das sacolas "confirma o sucesso da causa ambiental". Ele acredita que havia  "um excesso de distribuição de sacolas", que chegaria a 15 bilhões por ano em todo o País.

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