Associação de jornais condena ação da PM

Para entidade, ação policial 'extrapolou o rigor cabível' e 'inaceitável a prisão de repórteres'

O Estado de S. Paulo

14 Junho 2013 | 13h44

SÃO PAULO - A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota nesta sexta-feira, 14, condenando a ação da Polícia Militar no conflito com manifestantes que pediam a redução do preço da tarifa de ônibus. Segundo a entidade, a ação policial "extrapolou o rigor cabível". Além disso, para o órgão, "é inaceitável a prisão de repórteres e a brutalidade empregada" pela PM contra jornalistas, mesmo depois de serem identificados como profissionais da imprensa.

Repórteres, fotógrafos e cinegrafistas foram alvo de ações questionáveis da Polícia Militar na noite de quinta-feira, 13, na região central de São Paulo. Os profissionais trabalhavam na cobertura do quarto grande protesto contra o aumento do preço das passagens, mas, mesmo assim, foram abordados com truculência pelos policiais.

Um deles, o repórter da revista "CartaCapital" Piero Locatelli, chegou a ser levado compulsoriamente para o 78.º Distrito Policial (Jardins), simplesmente por carregar vinagre, usado para amenizar os efeitos das bombas de gás lacrimogênio.

A repórter Giuliana Vallone, da "Folha de S.Paulo", foi atingida por um disparo de bala de borracha no rosto. O fotógrafo Fábio Braga, do mesmo jornal, foi acertado três vezes.

Leia na íntegra a nota da ANJ:

"A Associação Nacional de Jornais (ANJ) condena a violência policial contra jornalistas que cobriam manifestação em São Paulo, nesta quinta-feira (13/6). De acordo com todas as evidências, inclusive imagens e depoimentos dignos de confiança, a ação policial extrapolou o rigor cabível em ações voltadas à manutenção da ordem. Em particular, é inaceitável a prisão de repórteres e a brutalidade empregada pelas forças policiais contra jornalistas, mesmo depois de identificados, que apenas cumpriam seu dever de apurar os fatos.

Diante do ocorrido, a ANJ espera que as autoridades investiguem o episódio, adotando as medidas cabíveis para que os responsáveis pelos excessos sejam punidos e para assegurar que o trabalho da imprensa seja respeitado e a integridade de seus profissionais preservada."

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