Assembleia vota hoje Orçamento de Alckmin

A Assembleia Legislativa de São Paulo deve aprovar hoje o Orçamento de 2014 do governo Geraldo Alckmin (PSDB) com apenas R$ 162 milhões de remanejamento dentro dos R$ 188,9 bilhões previstos em despesas pelo tucano no projeto enviado aos deputados em setembro.

O Estado de S.Paulo

19 Dezembro 2013 | 02h03

Após 21 audiências públicas e quase três meses de tramitação, a proposta orçamentária recebeu 12.379 emendas, das quais 7.390 foram acolhidas pelo deputado Cauê Macris (PSDB), que conseguiu aprovar ontem seu relatório na Comissão de Finanças da Assembleia com apoio da base alckmista.

Deputados do PT apresentaram um voto em separado, no qual criticam a queda de investimentos na área social e pedem que todas as sugestões de ações e obras apresentadas pelos parlamentares sejam acatadas.

"Infelizmente esse relatório do governo não retrata o esforço que fizemos nas audiências públicas, sobretudo nas áreas de Saúde, Educação e Cultura. As emendas foram pouco contempladas e não vão mexer em quase nada no orçamento das secretarias que terão redução de investimentos", criticou a deputada Beth Sahão (PT).

Segundo Macris, o remanejamento de R$ 162 milhões, embora não represente nem 0,5% do Orçamento, é o maior desde 2007, início do governo José Serra (PSDB). "Se nós incorporássemos todas as emendas, teríamos de remanejar R$ 180 bilhões, ou seja, quase o Orçamento inteiro, o que é inconcebível", disse Macris.

Ao todo, Alckmin prevê R$ 25 bilhões em investimentos, 5,5% a mais do que este ano, com destaque para as áreas de transporte sobre trilhos, duplicação e recuperação de rodovias e construção de moradias.

Prefeitura. No caso das empresas estatais, contudo, as aplicações terão uma redução de 2,73%. A queda foi puxada, principalmente, pelo Metrô, cujo volume de recursos caiu de R$ 4,8 bilhões, previstos para este ano, para R$ 3,8 bilhões, redução de 21,3%. Segundo o governo, porém, o Orçamento deste ano previa um repasse de R$ 1 bilhão pela Prefeitura que foi descartado pelo prefeito Fernando Haddad (PT). Assim, afirma o governo, na comparação entre 2013 e 2014, o investimento previsto foi de R$ 4,1 bilhões para R$ 4,8 bilhões, alta de 17%. / FABIO LEITE

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