Assembleia instaura CPI para investigar denúncias de estupros

Deputado estadual Adriano Diogo (PT) conseguiu 39 assinaturas para a instauração da comissão, sete a mais do que o necessário

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

26 de novembro de 2014 | 21h15

O colégio de líderes da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) fez um acordo no fim da tarde de ontem para possibilitar a instauração imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de estupros e outras violações de direitos humanos na Universidade de São Paulo (USP) e em outras unidades de ensino paulistas.

A CPI foi proposta pelo deputado estadual Adriano Diogo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp, que promoveu as audiências públicas na qual os casos de abuso sexual na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) foram denunciados, há duas semanas. O parlamentar conseguiu 39 assinaturas para a instauração da comissão, sete a mais do que o necessário.

No entanto, como a Assembleia só permite a realização de cinco CPIs ao mesmo tempo, a CPI dos abusos na USP teria de entrar em uma fila para ser iniciada e poderia ser instaurada apenas para 2016.

Ontem, o deputado João Paulo Rillo, líder da bancada do PT, propôs ao colégio de líderes a retirada de três CPIs que antecederiam a da USP. A proposta foi aceita. Foram suspensas as CPIs de vandalismo, citricultura e obesidade infantil. De acordo com a assessoria de Diogo, o prazo para início dos trabalhos da CPI dos abusos na USP é de dez dias úteis.

Tudo o que sabemos sobre:
Estupros na USP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.