EDISON TEMOTEO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Bandidos perguntavam por histórico criminal, diz prefeito de Osasco

Jorge Lapas pediu esforço conjunto com a Polícia Civil para as investigações sobre ataques que deixaram 18 mortos

O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2015 | 09h21

Atualizada às 18h07

SÃO PAULO - Em entrevista à Rádio Estadão, o prefeito de Osasco Jorge Lapas (PT) disse que é necessário um esforço conjunto entre administrações municipais e a Polícia Civil para as investigações sobre a série de ataques que deixou 18 mortos Osasco e Barueri e para reforçar a segurança na cidade. "Nós queremos fazer um trabalho conjunto com a Polícia Civil, é hora de nos unirmos para esclarecer logo essa situação."

Segundo o prefeito, vídeos feitos por câmeras de segurança e relatos de testemunhas apontam que os assassinos conversaram com as vítimas antes de atirar e perguntavam pelo histórico criminal. "Nós já vimos alguns vídeos de ontem (quinta), as pessoas que promoveram essas chacinas perguntaram quem tinha passagem pela polícia e isso definia o assassinato. Isso já é um indicativo para as investigações", disse Jorge Lapas. 

Segundo relato de um ouvinte da Rádio Estadão, escolas tiveram que liberar alunos que estudam à noite nesta quinta-feira, por causa dos ataques. Nesta manhã, a Prefeitura de Osasco não teve notícias de dificuldades para reabrir as escolas. 

O prefeito de Osasco disse que o efetivo de policiais militares é insuficiente para a cidade, e que pedidos para aumento de número de policiais na região foram feitos ao governo estadual. "Temos dificuldade com o efetivo da Polícia Militar, é pequeno para o tamanho da região. Os policiais militares, em geral, prestam bons serviços, mas estão em número insuficiente" disse Lapas.

Até 9h, alguns cadáveres ainda estavam nas ruas de Osasco esperando liberação da perícia criminal para serem retirados. Segundo a prefeitura, sete corpos foram recolhidos na noite de quinta-feira.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), informou, na manhã desta sexta-feira que cancelou todos os compromissos do dia e vai conversar com o secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, sobre o caso. 

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