Assassinos eram próximos de Vanessa, diz polícia

Depoimento de testemunha ajuda a identificar dois suspeitos vistos com supervisora horas antes de ela ser violentada e asfixiada

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2011 | 00h00

A Polícia Civil iniciou ontem as buscas a dois suspeitos de envolvimento na morte da supervisora de vendas Vanessa de Vasconcellos Duarte, de 25 anos, cujo corpo foi encontrado no domingo passado em Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo. Ambos foram identificados a partir do depoimento de testemunhas e seriam próximos à vítima.

Laudo do Instituto Médico-Legal, divulgado pela Rede Globo, indica que Vanessa morreu asfixiada por estrangulamento. Além disso, foi sufocada ao ter um absorvente colocado na boca. O documentou confirmou que ela foi agredida e violentada.

Ontem, a irmã gêmea da supervisora, Valéria, depôs no Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa, em Santana de Parnaíba. Ela estava acompanhada pelo noivo, Alex Veras da Silva, de 26, e pelo PM José Alves da Silva, de 40, que integrava o grupo que encontrou o corpo da vítima. Os três permaneceram cerca de quatro horas na delegacia. Só Valéria foi ouvida oficialmente. Ficou sozinha com os policiais. Alex e José conversaram informalmente com eles, primeiramente juntos e, depois, separados.

O cunhado de Vanessa e o PM viram apenas o retrato falado de um dos suspeitos, um motociclista que acompanhava o carro da vítima, porém não o reconheceram. Eles não tiveram acesso ao retrato do outro suspeito, visto no carro com Vanessa. A imagem é mantida em sigilo.

Após a irmã, o cunhado da supervisora e o PM deixarem a delegacia, às 14 horas, uma mulher chegou ao distrito para ser interrogada e permaneceu no local por cerca de uma hora. Sua identidade não foi revelada.

Depoimento. Uma das quatro testemunhas ouvidas desde segunda-feira presenciou parte do crime. "Ela viu o momento em que a menina foi levada para o local. Essa testemunha é que nos permite fazer uma dinâmica de como aconteceram os fatos", disse o delegado Zacharias Katzer Tadros, responsável pela investigação. "Ela viu Vanessa no banco do passageiro, possivelmente amarrada e com a boca tampada, e um motoqueiro logo atrás."

O delegado comentou o depoimento do PM José Alves. "Ele realmente se empenhou." Alves localizou o corpo de Vanessa no fim da tarde de domingo com a ajuda do cunhado dela, Veras, do motoboy Adriano Gomes de Farias e do PM Alexandro Batista de Amorim, de 35 anos. O grupo contou à polícia ter decidido procurar Vanessa por conta própria após o Fiesta ser localizado em Vargem Grande. Tadros, que inicialmente estranhou da rapidez com que o corpo foi encontrado, definiu como "um pouco de sorte" o resultado das buscas.

Uma nova perícia no Fiesta usado por Vanessa foi cancelada. O Instituto de Criminalística informou ter colhido todos os vestígios necessários para a busca de provas. Ontem, avaliava-se a possibilidade de efetuar uma varredura no local onde a supervisora foi encontrada morta. Ainda está em análise a imagem da câmera da prefeitura de Barueri que mostra dois homens no carro com Vanessa.

CRONOLOGIA

Jovem teria um encontro

12 de fevereiro

Desaparecimento

Vanessa teria saído da casa do noivo em Barueri, na Grande São Paulo, por volta das 8 horas, para encontrar três amigas, mas não chegou ao local combinado. O Fiesta prata em que a supervisora de vendas estava foi encontrado em Vargem Grande Paulista, também na Grande São Paulo. Quando os PMs chegaram, havia um princípio de incêndio no banco do motorista. Dentro do carro, foram encontrados uma bolsa e vestígios de sangue.

13 de fevereiro

Morte

O corpo de Vanessa foi encontrado no km 41,5 da Rodovia Raposo Tavares, no município de Cotia, na Grande São Paulo.

14 de fevereiro

Investigação

A polícia acredita que dois homens que conheciam Vanessa praticaram o crime. Ela teria tentado reagir e foi violentada. Uma testemunha ajuda a fazer o retrato falado de um suspeito. É pedida a quebra do sigilo bancário e telefônico de Vanessa.

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