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Assassino monitorou Vanessa durante alguns dias

Foragido desde sexta, Edson Bezerra Gouveia tem 35 anos e é, segundo a polícia, usuário de crack e ''criminoso contumaz''

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2011 | 00h00

O principal suspeito de matar a coordenadora de vendas Vanessa de Vasconcelos Duarte, de 25 anos, chama-se Edson Bezerra Gouveia e tem 35 anos. Sua identidade foi revelada ontem pela Polícia Civil, que ainda não conseguiu prendê-lo. O acusado está foragido desde sexta-feira, quando sua prisão temporária por 30 dias foi decretada.

O plano do delegado Zacarias Katzer Tadros, responsável pela investigação, era deter Gouveia até o fim de semana. Por isso, sua identidade e fotografia eram mantidas em sigilo. Ele vinha sendo rastreado a partir do telefone celular desde o meio da semana passada. O aparelho, porém, deve ter sido desligado, impedindo sua localização.

Gouveia tem cerca de dois metros de altura, é moreno e tem olhos castanhos e cabelo preto. Usuário de crack, é descrito por Tadros como um "criminoso contumaz". Condenado a 14 anos de prisão por diversos crimes, sobretudo roubos, fugiu no ano passado depois de progredir do regime fechado para o semiaberto - quando o detento recebe permissão para passar parte do dia na rua e voltar para a cela à noite.

Gouveia morava a cerca de 550 metros da casa da família de Vanessa, em Carapicuíba. A jovem, entretanto, havia se mudado no ano passado para Barueri, para viver com o noivo, o gerente administrativo Vanderlei Luiz de Oliveira, de 34 anos. Segundo a polícia, o ex-presidiário conhecia a coordenadora apenas visualmente e mantinha contato diário com ela.

Motivação. Na avaliação da polícia, a intenção de Gouveia era abusar sexualmente de Vanessa, não assaltá-la. Para isso, monitorou-a por uns dias até rendê-la no último dia 12, entre 8h40 e 9h15. A abordagem ocorreu pouco depois de ela deixar a casa do noivo no carro dele, um Fiesta. Conforme o relato de uma testemunha, a vítima foi amarrada e teve a boca tampada.

Um dos criminosos, possivelmente Gouveia, dirigia o veículo com Vanessa ao lado dele, no banco do passageiro. Seu comparsa - ainda não identificado - o escoltava em uma motocicleta. Eles a levaram até um matagal próximo à Rodovia Raposo Tavares, em Vargem Grande Paulista. Ali, por volta das 10 horas, a coordenadora sofreu queimaduras, foi agredida, estuprada e estrangulada até a morte, segundo laudo do Instituto Médico-Legal.

Gouveia abandonou o Fiesta em outro ponto de Vargem Grande, a 7 quilômetros do local do crime. Ao descer do veículo, ele foi visto por uma testemunha e chegou a ameaçá-la. A Polícia Militar encontrou o carro no início da tarde do sábado, após denúncia. No fim da tarde do dia seguinte, o cunhado de Vanessa e mais três amigos, entre eles dois policiais, acharam o corpo da jovem. Ela estava seminua e com o rosto ensaguentado.

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