Assassino do rapper Sabotage pega 14 anos

Após 16 horas de julgamento, o jardineiro Sirlei Menezes da Silva, de 42 anos, foi condenado ontem, por 4 votos a 1, a 14 anos de prisão pela morte do rapper Mauro Mateus dos Santos, o Sabotage. O crime ocorreu em 24 de janeiro de 2003 e o músico foi executado com cinco tiros enquanto caminhava no Bosque da Saúde, zona sul da capital paulista.

Leandro Calixto, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2010 | 00h00

De acordo com a polícia e a Promotoria Pública, o crime teria ocorrido pela disputa do tráfico de drogas da região. A polícia suspeitava que na época Sabotage mantinha uma relação muito próxima com traficantes. Além de rapper, ele participou como ator de filmes nacionais, incluindo O Invasor e Carandiru.

Quatro testemunhas foram ouvidas no julgamento. Uma delas só falou quando o plenário do Fórum Criminal da Barra Funda foi totalmente esvaziado. Essa testemunha foi convocada pela acusação. No depoimento, disse que Silva havia comemorado no bairro onde ocorreu o crime a morte de Sabotage.

O jardineiro alegou inocência e disse que esteve com o músico apenas três vezes em sua vida. Atualmente, o réu responde por oito inquéritos por homicídios. Em um deles, a Justiça já acolheu a denúncia do MP. Em 1990, Silva havia sido condenado a 5 anos de prisão por roubo.

Ao final do julgamento, o advogado de defesa, Marcelo Carneiro Moraes, avisou que já entrou com recurso para anular o julgamento. "Não existe prova contra meu cliente." Já o promotor Carlos Roberto Talarico achou que "o réu merecia alguns anos a mais de condenação".

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