JF Diorio/AE
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Assassino de irmãs em Cunha pode ter cometido crime sozinho

Ananias dos Santos foi preso nesta segunda, 11, porém polícia de Guaratinguetá continua as investigações

João Carlos de Faria, Especial para O Estado

12 de abril de 2011 | 19h01

TAUBATÉ - Apesar da prisão de Ananias dos Santos, assassino confesso das irmãs, ocorrido em Cunha (SP), no último dia 28 de março, a polícia de Guaratinguetá continua as investigações e desconfia da hipótese dele ter praticado o crime sozinho.

Santos, que já era foragido do sistema prisional, também é acusado de ter matado um casal na zona rural de Paraty, para onde teria fugido, quando saiu do presídio, na Páscoa de 2009 e não mais voltou. O crime, no entanto, é negado por ele. "Não, esse crime eu não cometi de jeito nenhum", reagiu ontem, ao ser perguntado sobre o fato.

Santos está preso numa cela individual na cadeia de Guaratinguetá e recebeu na manhã de hoje a visita de um promotor criminal. Ele também será ouvido novamente pelos delegados Homero Vilela, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e Marcelo Cavalcante, titular da delegacia de Cunha, para "refinar as informações".

No interrogatório, Santos teria mantido as informações anteriores e voltou a afirmar que matou as irmãs porque era muito debochado e ofendido por elas, que o chamavam de fedido e fedorento. "A possível ocorrência de bullying foi repetida por ele", disse Cavalcante. A reconstituição do crime deve ocorrer na próxima semana.

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