Assassino de Glauco não pode responder por seus atos, diz laudo

Cadu confessou ter assassinado o cartunista e seu filho, Raoni, em março deste ano, em Osasco

Marília Lopes, Central de Notícias

03 Dezembro 2010 | 18h34

SÃO PAULO - A Justiça Federal do Paraná informou que Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, acusado de matar o cartunista Glauco e o filho dele, Raoni, em março deste ano, foi considerado inimputável, ou seja, não pode responder por seus atos perante a Justiça. A conclusão consta em um laudo de sanidade mental feito por psiquiatras e psicólogos de Curitiba. O laudo, encaminhado ao juiz federal Mateus de Freitas Cavalcanti Costa no mês passado, foi anexado aos autos do processo nesta sexta-feira, 3.

Após a apresentação do laudo, a defesa de Cadu pediu sua transferência da Penitenciária Federal de Catanduvas para o Hospital Psiquiátrico Complexo Médico Penal, no Paraná. O pedido, no entanto, ainda não foi julgado. O advogado de defesa, Gustavo Badaró, não foi encontrado para se pronunciar sobre o caso.

Cadu confessou ter assassinado o cartunista, de 53 anos, e seu filho Raoni, de 25, a tiros no dia 12 de março em Osasco, na Grande São Paulo. Dois dias depois o jovem foi detido em Foz do Iguaçu (PR) ao tentar cruzar a fronteira com o Paraguai. Na ocasião, ele trocou tiros com policiais rodoviários federais, ferindo um deles.

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