Assassino de Glauco divide cela da PF com três detentos

Assassino de Glauco divide cela da PF com três detentos

Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos, ficou sozinho desde que foi[br]preso, no dia 14. No fim de semana, teve febre

Evandro Fadel / CURITIBA, O Estadao de S.Paulo

30 Março 2010 | 00h00

O assassino confesso do cartunista Glauco Vilas Boas, de 53 anos, e de seu filho Raoni, de 25, o estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, de 24 anos, ganhou no último fim de semana mais três companheiros na cela que ocupa na Polícia Federal, em Foz do Iguaçu.

Segundo a PF, por enquanto a convivência entre os presos tem sido pacífica. Desde que tinha sido preso, no dia 14, Nunes ocupava a cela individualmente.

O estudante é acusado de ter matado Glauco na madrugada do dia 12 na chácara onde o cartunista morava, em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. Depois do crime, teria ficado escondido em mata e voltado três vezes para a região do crime.

O estudante tentou, então, fugir para o Paraguai. No entanto, o carro que teria roubado em São Paulo foi reconhecido por policiais rodoviários federais e perseguido. O estudante teria, então, desferido tiros contra uma viatura. Na Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, ele teria trocado tiros com policiais federais e ferido um deles no braço, antes de ser detido.

Em inquérito instaurado na Polícia Federal em Foz do Iguaçu, Nunes foi enquadrado, entre outros crimes, por tentativa de homicídio. Com ele foi encontrada uma pistola calibre 7,65 mm, com um pente de 25 tiros deflagrados e outro intacto.

Um exame toxicológico mostrou que Nunes tinha usado maconha. Ao ser interrogado pela Polícia Civil de São Paulo, na sede da Polícia Federal, o estudante confessou ter matado Glauco e Raoni.

Saúde. De acordo com a Assessoria de Imprensa da PF em Foz do Iguaçu, Nunes foi acometido de um mal-estar e teve febre no fim de semana. Um médico esteve na prisão e, depois de medicado, o preso passa bem.

Na semana passada, o estudante recebeu a visita do pai, Carlos Grecchi Nunes, e do irmão Carlos Augusto.

Segundo informações da Polícia Federal, ainda não há nenhuma previsão sobre possível transferência de Cadu para São Paulo, onde responde a inquérito pela morte do cartunista.

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