Assassinato de primo de Bruno foi crime passional, diz polícia

Homem afirma que matou Sérgio Sales porque ele teria mexido com sua amante na rua; investigação é encerrada

MARCELO PORTELA , BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2012 | 03h03

A Polícia Civil de Minas Gerais encerrou as investigações do assassinato de Sérgio Rosa Sales, de 24 anos, primo do ex-goleiro Bruno Fernandes. Um casal, que está preso, se apresentou e assumiu a culpa pela morte. A motivação teria sido passional.

Sales forneceu algumas das principais informações na apuração do desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do jogador sumida desde 2010, e era o único acusado do sequestro e assassinato da jovem que aguardava julgamento em liberdade.

Sales foi morto com seis tiros perto de casa, no bairro Minaslândia, em Belo Horizonte, em 22 de agosto. A polícia investigou a possibilidade de o crime estar relacionado com a morte de Eliza. Além de Bruno, são acusados da morte da jovem Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Eliza teria sido morta porque exigia que o atleta reconhecesse o filho que tiveram.

Segundo a polícia, Denilza Cesário da Silva, de 30 anos, e Alexandre Ângelo de Oliveira, de 28, que também moram em Minaslândia, se apresentaram na Corregedoria da instituição. Casada e com quatro filhos, Denilza disse que é amante de Alexandre. No dia anterior ao assassinato, Sales teria mexido com Denilza quando ela ia para o trabalho. Ela contou para Alexandre.

De acordo com os depoimentos, no dia seguinte Alexandre seguiu a mulher de moto e Sales voltou a mexer com ela. Alexandre foi tomar satisfações, Sales correu e tentou pular um muro, mas foi baleado nas mãos. Alexandre alegou que a vítima gritou que também estava armada e ele então atirou novamente.

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