Assaltos levam cidades a restringir acesso de carros-fortes

Em Iracemápolis, troca de dinheiro entre agência e veículo de transporte tem de ser feita até uma hora antes da abertura da agência ou a partir de uma hora após o fechamento

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

22 Junho 2015 | 18h39

SOROCABA - Um projeto aprovado nesta segunda-feira, 22, pela Câmara de Iracemápolis, na região de Campinas, interior de São Paulo, proíbe o acesso de carros-fortes a agências bancárias durante o horário de atendimento aos clientes. A troca de dinheiro entre a agência e o veículo de transporte tem de ser feita até uma hora antes da abertura da agência ou a partir de uma hora após o fechamento. Em caso de descumprimento, o banco pode ser multado em R$ 2,1 mil.

A restrição foi proposta depois que bandidos tentaram assaltar um carro-forte quando descarregava malotes com dinheiro numa agência do Bradesco, em abril deste ano. Houve reação e tiroteio. Seis clientes da agência e um vigilante da empresa de valores ficaram feridos. Os criminosos acabaram fugindo sem roubar nada, mas a cidade de 20 mil habitantes ficou em pânico. Para entrar em vigor, a lei precisa ser sancionada pelo prefeito Valmir de Almeida (PT).

A proposta se inspirou em uma lei existente desde 2006 em Piracicaba. Regulamentada por decreto, a lei proíbe a movimentação de carros-fortes durante o expediente bancário. A medida, segundo a prefeitura, foi tomada para evitar o constrangimento a clientes pelo aparato de segurança que envolve a operação e também em razão do risco de assaltos.

O horário de proibição vai das 9 às 17 horas. Este ano, foram aplicadas quatro multas no valor unitário de R$ 500 por descumprimento à lei.

Em Limeira, projeto semelhante está pronto para ser votado pela Câmara. A proposta restringe o abastecimento das agências por carros-fortes entre as 10h30 e as 16h30. Em outubro de 2014, quatro homens armados com fuzis e uma metralhadora assaltaram um carro-forte em frente a uma agência do banco Mercantil do Brasil, no centro da cidade. Os seguranças foram rendidos e os criminosos deram tiros para o alto, causando pânico. Além dos malotes, os ladrões levaram os revólveres dos vigilantes.

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