Reprodução/Twitter
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Assalto em Araçatuba: 'Som das bombas era forte, parecia zona de guerra'

Designer hospedado em cidade do interior paulista também relata tiroteio durante ataque a agências bancárias; pelo menos três pessoas morreram

Davi Medeiros e José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2021 | 10h06

SÃO PAULO - O ataque a agências bancárias no centro de Araçatuba deixou três mortos e levou pânico à cidade do interior paulista na madrugada desta segunda-feira, 30. Durante a ação, a quadrilha fez moradores reféns e espalhou explosivos pelas ruas — um deles atingiu um morador, que passava pelo local de bicicleta, e teve a perna amputada. 

O designer gráfico Amylton Quirino de Oliveira, de 50 anos, está hospedado em Araçatuba e relata ter começado a ouvir tiros contínuos a partir da meia-noite. Mais tarde, passou a ouvir também explosões muito fortes. Da janela de seu hotel, no centro, ele diz ter visto um caminhão incendiado para impedir o trânsito, carros passando em alta velocidade e pessoas correndo. "O som das bombas explodindo era muito forte. Parecia uma zona de guerra", conta ele, que é da capital paulista. 

Oliveira, que está na cidade há mais de 30 dias, diz ter estranhado o movimento atípico e a presença de ‘fogos de artifício’ na madrugada, antes de perceber que se tratava de tiroteio. Nesta segunda-feira, afirma, todas as atividades e estabelecimentos do centro da cidade estão suspensos, incluindo comércio, escolas e transporte público. A polícia também isolou vias e pediu para que a população não saia de casa. “Várias ruas estão fechadas, estou ilhado no hotel”.

Com o objetivo de isolar a cidade, os bandidos incendiaram veículos em pontes de acesso, em uma praça do pedágio e também no centro do município. Por causa do espalhamento de explosivos pelas ruas, as autoridades recomendam não sair de casa ou comunicar à polícia sobre qualquer artefato estranho. 

Segundo o capitão Alexandre Guedes, do comando da Polícia Militar paulista, uma das vítimas é um morador. Ele havia deixado a mulher no trabalho e voltou para a região central, onde ficam as agências, para filmar a ação dos criminosos. Ele foi morto a tiros pelos bandidos. Outro dos mortos é um suspeito, que teria resistido à abordagem dos policiais na zona rural. O policial ainda não tinha informações sobre a terceira vítima - se seria um refém ou um criminoso.

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