Assalto acaba em tiros e caçada na Rio-Santos

Grupo roubou mercado em Caraguatatuba e foi preso em São Sebastião

Reginaldo Pupo, especial para o Estado / São Sebastião, O Estado de S.Paulo

10 Julho 2013 | 02h04

Um assalto a um supermercado em Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo, resultou em perseguição de cerca de 20km pela Rodovia Rio-Santos, tiros em um bairro residencial, acidente, fuga pelo mar e na prisão de quatro bandidos na noite de domingo, já no município vizinho de São Sebastião.

Por volta das 21h, a quadrilha roubou o supermercado no bairro Poiares e fugiu em um Palio levando dinheiro, cigarros, bebidas e celulares das vítimas. Segundo a dona do comércio, só um estava armado. "Eles nos obrigaram a ficar de joelhos enquanto levavam o que podiam." Ela conta que o local foi assaltada mais de 16 vezes. "Contei até a 16.ª, depois, parei de contar."

Os bandidos fugiram pela Rodovia Rio-Santos, mas foram perseguidos por uma viatura da Polícia Militar. Alertadas, outras viaturas de São Sebastião tentaram fazer um cerco, mas a quadrilha furou o bloqueio na Praia da Enseada, no limite entre os dois municípios. Um segundo bloqueio foi montado na Praia das Cigarras, mas eles conseguiram escapar. Um terceiro bloqueio foi montado na Praia de São Francisco, já na região central de São Sebastião, estratégia que também foi em vão. Segundo os policiais, os criminosos teriam jogado o carro contra os soldados, mas nenhum PM se feriu

A 1 km do centro de São Sebastião o carro da quadrilha perdeu o controle em uma rotatória do bairro residencial da Praia do Porto Grande, invadiu a pista contrária, atingiu um orelhão e foi parar na Praça da Vela.

Segundo a polícia, um dos bandidos saiu atirando, conseguiu fugir para a praia e entrou no mar. Um segundo invadiu uma casa onde havia turistas, mas acabou preso. Um terceiro bandido foi detido ferido dentro do carro e o condutor levado em estado grave para o Pronto-Socorro Municipal de São Sebastião. Por volta da 1h de ontem, o quarto suspeito foi preso pela PM em um ponto de ônibus, com as roupas molhadas.

Todos foram reconhecidos pelas vítimas e tinham passagens por roubo, porte ilegal de arma e tráfico.

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