Assaltantes soltam reféns e são presos em Piracicaba

Casal e um bebê de 8 meses foram feitos reféns quando o proprietário da casa deixava o local nesta manhã

Tatiana Fávaro, de O Estado de S. Paulo,

18 de agosto de 2008 | 12h52

Após manterem uma família refém durante sete horas nesta segunda-feira, 18, em Piracicaba, a 162 km de São Paulo, dois homens foram presos por roubo com agravantes por restrição de liberdade, tentativa de subtração de valores, emprego de arma e ação conjunta de agentes.   Marcio Marcelino dos Santos, de 23 anos, e André de Almeida Correia, de 29 anos, se entregaram por volta de 14 horas, após negociações feitas pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar e pela Polícia Civil.   Os suspeitos invadiram a casa do gerente comercial Rodrigo Munhoz Iglesias e Karina Aparecida Vitor Iglesias por volta das 7 horas, quando o proprietário da residência no Jardim Nova Iguaçu saía para o trabalho.   Segundo informou a Polícia Militar, o objetivo era assaltar a residência. À Polícia Civil, os suspeitos falaram ter pensado que havia na casa quantia em dinheiro pertencente à empresa. A polícia não informou o valor. Ao perceber a movimentação, um dos vizinhos chamou a PM, que cercou o local.   Os suspeitos mantiveram o casal e um bebê de 8 meses reféns na sala da residência. Embora tenham sido ameaçados de morte com a arma de fogo, as vítimas não foram feridas. O Gate chegou por volta de meio-dia ao local. Os bombeiros permaneceram na Rua Pascoal Miguel Gatti até a chegada do grupo da PM. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também manteve um veículo perto da residência. Ao menos 80 homens entre policiais e outros tipos de assistência trabalharam na operação.   Após serem libertadas, as vítimas foram levadas para a Santa Casa de Louveira para passar por exames. "Foi uma negociação delicada", afirmou o titular do 6º Distrito Policial, Emerson Marinaldo Gardenal. "Eles pediram um carro ou moto para fugir e não serem presos. Nós demos apenas a garantia de que eles teriam sua integridade física preservada, mas não aceitamos nenhuma exigência", disse Gardenal.   Enquanto estavam com a família, o dono da casa, mulher e filho puderam comer e usar o banheiro. Os suspeitos não fizeram nenhum disparo com a arma de fogo. Segundo informou Gardenal, ambos foram enviados para o Centro de Detenção Provisória de Piracicaba, após prestarem depoimento no 6º DP.   Texto ampliado às 17h50 para acréscimo de informações.

Tudo o que sabemos sobre:
Piracicabaseqüestro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.