Assaltantes se passam por moradores de rua, diz Polícia Militar

A babá Flávia de Almeida, de 32 anos, passa pela região há um ano e diz que já viu pessoas com faca embaixo do Viaduto do Café. "Eles ficam encarando, então passo sempre correndo, nunca fui abordada." Já a vendedora Maria das Graças Bezerra, de 27 anos, que mora na Rua Avanhandava, diz que não teve a mesma sorte. "Três mendigos disseram que se eu não entregasse o celular, eles iriam tomá-lo de mim."

Viviane Biondo, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2010 | 00h00

Funcionários dos restaurantes da parte de cima da rua, que preferiram não se identificar, contam que sempre saem em grupo. "Há seis anos, tinha gente assaltada até durante o dia. Não tinha horário. Agora, melhorou muito", diz um deles.

Chamariz. De acordo com o major Benjamin Francisco Neto, da Polícia Militar, a média de ocorrências na Avanhandava e imediações é de menos de uma por dia. "Para um bairro do centro, é pequena. Isso porque o fato de haver trânsito de pessoas de classe média circulando com dinheiro, para fazer compras, é um chamariz para assaltantes", afirma o major.

Segundo ele, o perfil dos infratores que agem na região é de adolescentes de até 18 anos que moram em cortiços no Bexiga e circulam pela cidade.

No entanto, a presença de moradores de rua na região aumenta a sensação de insegurança. "Os assaltantes se aproveitam disso e, com a falta de iluminação, se passam por mendigos", diz o major.

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