Assaltantes fazem arrastão em choperia na Granja Julieta

Quatro ladrões renderam 30 clientes no estabelecimento

Camilla Haddad, Jornal da Tarde

28 Julho 2011 | 08h10

Cerca de 30 clientes que se divertiam na choperia Compadrio, na Granja Julieta, zona sul de São Paulo, foram vítimas de um arrastão na noite de anteontem. Segundo a polícia, eram 22h30 quando quatro homens armados entraram no local e renderam as pessoas que estavam nas mesas.

Um dos primeiros abordados pelo bando foi o proprietário do estabelecimento, que estava na entrada da casa. Ele teve o notebook levado. Também foram roubados R$ 300 do caixa.

Segundo ele, foi a primeira vez que um crime foi registrado em sua choperia. Ele disse que as pessoas ficaram em pânico e os ladrões fizeram diversas ameaças de morte contra os clientes. "Acredito que tinha mais gente com eles. Antes de tudo acontecer, outros carros passaram aqui na frente. Sei que eles foram embora em um Fox", diz.

O dono da choperia contou que essa modalidade de crime tem sido comum também naquela região. "Teve outra cantina do bairro que foi assaltada recentemente, da mesma forma."

Crime da moda. Uma onda de arrastões a bares e restaurantes de São Paulo foi registrada em fevereiro e março deste ano, principalmente na zona oeste paulistana, na região de Pinheiros. Depois de sucessivos crimes, a Polícia Militar anunciou um policiamento especial para os bairros com maior concentração desses estabelecimentos.

Apesar disso, os arrastões continuaram a acontecer. No dia 15 deste mês, por exemplo, cinco ladrões armados entraram no Empório Alto dos Pinheiros, na Rua Vupabussu, e fizeram um arrastão na hora do jogo entre Brasil e Equador pela Copa América. Trinta clientes que estavam na casa foram roubados. Antes de fugir, a quadrilha roubou chocolate, champanhe e desejou "bom apetite" às vítimas. Oito dias depois, um dos assaltantes foi preso na Favela Real Parque. Ele havia sido identificado por imagens do circuito de segurança do bar.

No mês passado, a Associação Nacional de Restaurantes pediu à Secretaria da Segurança Pública providências para conter os casos de arrastão. A entidade afirmou ainda que orientou seus filiados a adotar medidas adicionais de segurança. Disse também que o número de casos é maior do que os notificados, pois muitos estabelecimentos não fazem o registro com medo de retaliações.

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