Assaltantes de banco fogem pelo metrô

Trio rendeu funcionários, vigias e clientes de agência na Avenida Paulista, roubou R$ 169,7mil e escapou pela Estação Consolação

Josmar Jozino JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2010 | 00h00

Armados de pistolas de brinquedo, três homens entraram ao meio-dia de ontem no Banco Santander da Avenida Paulista, 2.200, renderam vigilantes, funcionários e clientes e roubaram R$ 169,7 mil dos caixas. Segundo policiais militares, o assalto durou 10 minutos e os criminosos fugiram pela Estação Consolação, da Linha 2-Verde do Metrô. A Companhia do Metropolitano, no entanto, não confirma nem desmente essa informação.

Era horário de almoço. Pelo menos 12 clientes estavam na agência quando dois homens vestidos de roupas sociais - um deles usando terno - passaram normalmente pela porta giratória, entraram no banco e foram direto à mesa da gerente Rafaella Ferreira Leite.

Logo em seguida, surgiu outro rapaz, com trajes esportivos. Porém, ao passar pela porta giratório, o alarme foi acionado e o equipamento travou. Ele tirou do bolso dois telefones celulares e, depois disso, o vigilante Jefferson Carlos Lima dos Santos, de 31 anos, liberou o acesso.

Porém, assim que entrou na agência, o rapaz sacou uma pistola prateada da cintura, rendeu Santos e o vigilante Carlos Antonio da Silva, de 55 anos, e anunciou o assalto. O ladrão tomou os revólveres calibre 38 dos vigias. Na mesa da gerente, um dos homens trajando roupas sociais também sacou uma pistola preta e apontou a arma para a funcionária e a ameaçou.

O terceiro assaltante foi aos caixas e exigiu dinheiro. Ele recolheu R$ 169.764,91. O dinheiro foi colocado numa sacola. Funcionários e clientes do banco ficaram apavorados. Os vigias estavam convictos de que a pistola prateada era de brinquedo. Mas, como tiveram os revólveres roubados, nem pensaram em reagir.

Fuga. Os criminosos saíram tranquilamente pela porta giratória. A Polícia Militar foi acionada. Os soldados Tierno Ribeiro de Oliveira, de 25 anos, e Laércio Maia de Souza, de 24 anos, da 1.ª Companhia do 7.º Batalhão, foram os primeiros a chegar ao banco. Testemunhas disseram aos PMs que os ladrões entraram na Estação Consolação e fugiram de metrô.

Já a Companhia do Metropolitano informou ontem que um grupo de policiais militares fez uma varredura nas estações da Linha 2-Verde e não encontrou nenhum assaltante. A Assessoria de Imprensa da empresa disse que não tinha como confirmar nem desmentir se os ladrões entraram mesmo na Estação Consolação.

A Assessoria de Imprensa do Banco Santander divulgou nota informando que não poderia se manifestar sobre o caso para não atrapalhar as investigações policiais em andamento.

O roubo foi registrado no 78.º Distrito Policial (Jardins) pelo delegado Rodrigo Fiacadori. O policial disse que solicitou do banco as fitas com imagens do circuito de segurança para tentar identificar os ladrões. O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) também apura o caso.

Além do assalto a banco, quadrilhas que agem na Avenida Paulista e no centro de São Paulo fazem vítimas fora das agências, na modalidade de crime conhecida como saidinha de banco. Nesses casos, os ladrões costumam usar as estações de Metrô como rotas de fuga, para escapar mais facilmente e se misturar às pessoas que esperam nas plataformas.

Bancos não se responsabilizam por crimes ocorridos fora das agências e o Metrô não pode deter a fuga, pois o crime não é cometido dentro das estações.

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