Assaltante é morto na frente da Câmara de SP

Criminoso, que tentava assaltar um policial à paisana, foi baleado duas vezes por um guarda-civil e teve morte cerebral

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2014 | 17h50

Atualizada às 23h18

SÃO PAULO - Uma tentativa de assalto terminou com um criminoso de 22 anos baleado na entrada da garagem da Câmara Municipal, centro de São Paulo, por volta das 12h30 desta quinta-feira, 30.  Socorrido ao Hospital do Servidor Municipal, o ladrão não resistiu aos ferimentos e teve a morte cerebral confirmada pela Secretaria Municipal da Saúde no fim da tarde.

De acordo com informações da Guarda Civil Metropolitana, dois assaltantes perseguiam de moto um policial à paisana, que havia acabado de sair de um banco na Avenida Nove de Julho, perto do prédio da Câmara. A dupla de criminosos teria informações de que o policial de folga teria sacado dinheiro na agência e, por isso, iniciou a perseguição.

O policial, que também estava em uma moto, percebeu a ação dos criminosos e tentou refúgio na garagem da Câmara. Ele se identificou como sendo da polícia e entrou em alta velocidade no primeiro subsolo do prédio, com acesso pela Rua Santo Antonio, ao lado do Viaduto Jacareí. Em seguida, um dos assaltante desceu da moto em que estava como garupa, com a arma já em punho, e tentou invadir a garagem. Foi quando um dos guardas-civis que fazem a segurança do Legislativo foi ameaçado e reagiu.

Segundo o comando da GCM, o guarda pediu para o ladrão baixar a arma, mas imediatamente o criminoso se virou contra o segurança, que atirou duas vezes. Parte da calçada que dá acesso à garagem foi interditada para que equipes dos Bombeiros e do ambulatório médico da Câmara prestassem os primeiros socorros. O outro criminoso, que dirigia a moto, fugiu.

A Secretaria Municipal da Saúde informou que o ladrão deu entrada em estado gravíssimo ao hospital. Ele chegou a ser atendido, mas a teve a morte cerebral diagnosticada por volta das 17h30. Até às 20h desta quinta, parentes eram aguardados para decidir sobre doação de órgãos. 

Processo. A GCM informou que o guarda que atuava na Câmara atirou porque foi ameaçado. O nome dele não foi informado. De acordo com informações preliminares, segundo comando da corporação, o protocolo foi seguido corretamente. Mas, segundo o mesmo protocolo padrão, o guarda receberá apoio psicológico e responderá a um processo na Corregedoria da Guarda. O caso será investigado pelo 1º DP (Centro).

Os tiros assustaram os funcionários da Câmara - parte deles chegava ou saía para o almoço. Mas, apesar do tumulto, nenhuma atividade foi interrompida na Casa.

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