Assaltante deixa granada em Cumbica

Bandido roubou R$ 16 mil do estacionamento do aeroporto internacional; operações foram transferidas de terminal

Pedro Marcondes de Moura, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2010 | 00h00

Um homem roubou R$ 16 mil do estacionamento do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo, no final da noite de anteontem, e, para fugir, deixou um pacote com uma granada caseira no térreo do terminal dos voos nacionais. O local foi isolado por quatro horas e meia e o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) removeu o artefato. Segundo a Infraero, as operações de embarque e desembarque não foram afetadas.

A ação começou por volta das 21h30, quando a supervisora do estacionamento do aeroporto passava nos caixas recolhendo o dinheiro e foi abordada pelo bandido. O homem, bem vestido, entregou a ela um bilhete com letras recortadas de revista no qual dizia ter espalhado bombas pelo aeroporto e que carregava uma delas numa sacola consigo.

No texto, ele mandava a supervisora entregar o dinheiro que havia sido recolhido no estacionamento e fazia referência ao dono da empresa administradora do local. "Fiquei muito apavorada com aquilo", conta a supervisora, que não quis se identificar. Ela entregou os R$ 16 mil e, seguindo determinação do assaltante, o acompanhou até uma lanchonete do térreo do terminal 1, o de voos nacionais.

Lá, o homem deixou a sacola com o explosivo e fugiu. A supervisora avisou as moças da lanchonete para saírem do local, pois havia uma bomba. Depois, procurou a Polícia Militar.

Acionado, o Gate chegou ao aeroporto por volta de meia-noite. Doze policiais do esquadrão ficaram por cerca de duas horas no local e não encontraram nenhum outro artefato, apenas o que estava no saguão. Com a ajuda de um robô operado a distância, o Gate tombou a sacola, retirou o artefato e o levou para uma área externa do aeroporto. Lá, foi detonado, mas não explodiu, e foi enviado para perícia. Ontem de manhã, o Gate conseguiu explodir o material em seu campo de treinamento. "Confirmamos que se tratava de material explosivo. Era uma granada caseira", diz o comandante do Gate, capitão Adriano Giovanini.

Imagens ruins. Também ontem pela manhã, a supervisora prestou depoimento no distrito policial do aeroporto. Segundo Marcos Zavam, chefe dos investigadores da delegacia, o principal problema é a qualidade ruim das imagens do circuito de TV do aeroporto, o que dificulta a identificação do criminoso.

Segundo a Infraero, empresa responsável pela administração do aeroporto, a operação atual de segurança de Cumbica funciona bem. O local é monitorado por mais de 300 câmeras. A estatal disse que está investindo na modernização e ampliação do sistema de vigilância eletrônica. O terminal 1 ficou fechado entre 22h33 e 2h, para os trabalhos da polícia no local ? apenas homens das polícias Civil e Militar puderam permanecer no local enquanto o artefato era retirado pelo Gate.

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