Asilo e venda de eletrodoméstico devem aumentar

É o que preveem economistas que acompanham as consequências da lei aprovada no mês passado

O Estado de S.Paulo

28 Abril 2013 | 02h07

O ajuste das famílias após a aprovação da Lei das Domésticas já era algo esperado pelos economistas. Segundo o pesquisador do Centro de Crescimento Econômico do Instituto Brasileiro de Economia (CCE/ Ibre-FGV), Fernando de Holanda Barbosa Filho, antes da lei, 70% das empregadas domésticas já trabalhavam sem carteira assinada ou como diaristas. "Não era de se esperar que todas fossem formalizadas, muito pelo contrário."

Barbosa Filho diz que, além do aumento da procura por escolas de tempo integral, outras ações de ajuste devem acontecer. "Um aspecto natural seria o aumento da venda de eletrodomésticos. Asilos e casas de repouso também devem ser mais procurados", afirma.

Para o diretor adjunto do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Anselmo Luis dos Santos, é preciso ressaltar que a lei foi aprovada em um contexto em que há mais oportunidades para encontrar trabalho fora do emprego doméstico. "A ampliação das diaristas às vezes é sinônimo de melhoria, sinal de que há um mercado de trabalho melhor e de que essas pessoas não precisam necessariamente trabalhar para famílias, mas podem ter empregos em empresas." / J.D.

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